O Legado de José Henrique Germann Ferreira na Saúde Pública
O médico e ex-secretário de Estado da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann Ferreira, faleceu neste sábado, 10, em um episódio que pegou muitos de surpresa. Germann, que ocupa um lugar de destaque na história da gestão da saúde paulista, esteve à frente da Secretaria da Saúde entre janeiro de 2019 e julho de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19.
A confirmação da morte foi divulgada por entidades médicas, embora a causa ainda não tenha sido revelada. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) manifestou profundo pesar pelo falecimento do médico, ressaltando sua contribuição valiosa à saúde pública e sua vasta experiência em gestão hospitalar. A nota oficial expressa solidariedade à família, amigos e colegas de Germann.
João Doria, ex-governador do estado, também se manifestou em suas redes sociais. Na publicação, Doria destacou que Germann era um profissional respeitado e um gestor cuja atuação na Secretaria da Saúde foi fundamental durante sua administração.
Enquanto esteve à frente da pasta, Germann enfrentou um cenário crítico em que a pressão sobre a rede pública de saúde aumentou significativamente com a chegada do coronavírus. Durante esse tempo, ele coordenou as primeiras ações de enfrentamento à pandemia e implementou iniciativas importantes, como o programa Corujão da Saúde. Além disso, foi um defensor do uso ampliado de tecnologias digitais na saúde.
José Henrique Germann Ferreira deixou a Secretaria da Saúde em julho de 2020, após relatar problemas de saúde, sendo sucedido pelo infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Emílio Ribas. Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), Germann possuía especialização em Administração Hospitalar. Completou mestrado e doutorado na mesma área pela Faculdade de Saúde Pública da USP e, em 2005, concluiu um MBA pelo Insead. Sua trajetória profissional incluiu cargos de liderança no Hospital Israelita Albert Einstein, onde foi diretor-superintendente, e no Hospital Sírio-Libanês, onde atuou como diretor-adjunto. Além de suas funções em hospitais, Germann também se dedicou à formação de novos gestores na residência médica voltada à administração hospitalar.
O impacto de sua gestão e a dor da sua perda ecoam nas instituições e entre os profissionais de saúde que tiveram a oportunidade de trabalhar ao seu lado. A saúde pública de São Paulo perde um de seus grandes líderes, cuja contribuição se fará lembrar por muitos anos.
