Início da TEIA Pará 2026
A abertura da TEIA Pará 2026, realizada nesta sexta-feira, 16, no Parque da Cidade, foi marcada pela apresentação da Orquestra Jovem da Amazônia. Após a performance do hino nacional, uma mesa de abertura contou com a presença de figuras importantes do cenário cultural, incluindo a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal, além de Leandro Anton, Mestra Laurene Ataíde, Mestra Deia Palheta, Stela Cabral, Jorge Salles e José Maria Reis, com mediação de Luci Azevedo. O evento segue até a noite de domingo, promovendo debates cruciais sobre políticas públicas voltadas à cultura.
A secretária Ursula Vidal destacou a relevância do evento, afirmando que se trata de uma “teia de saberes, tradições e memórias”. Para ela, a TEIA Pará representa a mobilização social e a reflexão sobre a cultura viva e climática, ressaltando a responsabilidade que todos têm com o território e sua população. Ela enfatizou que deste evento sairão os delegados que representarão o Pará na Teia nacional, que ocorrerá no Espírito Santo, com o objetivo de discutir e contribuir para o aprimoramento da Lei Cultura Viva.
Política de Cultura Viva e Protagonismo do Pará
Vidal também comentou sobre a importância da política que valoriza o trabalho dos pontos de cultura. “Essa política pública inovadora no Brasil dá destaque às tradições da cultura popular, promovendo espaços de troca de conhecimento e valorização das identidades locais”, disse a secretária, parabenizando a organização do evento que, pela primeira vez, mobiliza a sociedade civil no centro de economia criativa do Parque da Cidade.
O tema deste ano, “Cultura Viva, Cidadania Climática e Mobilização Social no Pará”, revela a força da TEIA Estadual dos Pontos e Pontões de Cultura como um espaço fundamental para a celebração e articulação da sociedade civil dentro da Política Nacional de Cultura Viva. O encontro contará com rodas de debate, mostras artísticas e atividades formativas.
Leandro Anton, diretor substituto da Política Nacional Cultura Viva e secretário de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, comentou sobre o atual momento das políticas culturais. “Estamos numa fase crucial de amadurecimento, desde a retomada das políticas culturais nacionais em 2023. Este é um momento de celebração, onde a sociedade civil, em parceria com o Estado, compartilha a gestão cultural”, afirmou.
Trocas de Saberes e Aprendizado
O protagonismo do Pará nesta edição do fórum foi ressaltado por Anton, que mencionou a importância da participação do Estado na Teia nacional, programada para março no Espírito Santo. O tema central, “pontos de cultura pela justiça climática”, é visto como uma oportunidade para que o Pará assuma um papel de destaque, especialmente após a participação de redes locais no CP30 em Belém no ano passado.
Iracema Oliveira, mestra de cultura popular do ponto de cultura Herança do Velho Chico, destacou a importância do encontro. “Considero esses momentos como trocas de saberes valiosas, onde podemos aprender sobre as leis e interagir com representantes de outros pontos de cultura”, afirmou Iracema.
Eduardo Vieira, representante do Ponto de Cultura Balé Folclórico da Amazônia, chegou cedo ao Parque da Cidade para aproveitar o evento. Ele ressaltou a relevância da discussão para o futuro dos pontos de cultura, enfatizando a necessidade de envolver mais pessoas na produção cultural e nas artes na cidade. “Estou aqui desde cedo e ficarei até o final do domingo para contribuir com as propostas”, disse.
