O Crescimento do Agronegócio em Itapetininga
O agronegócio tem se mostrado um pilar fundamental para o desenvolvimento econômico de Itapetininga, que se destacou ao figurar entre as 40 cidades que mais exportam no estado de São Paulo. Nos últimos anos, o município viu um salto expressivo nas exportações, com o valor dos produtos enviados passando de US$ 199 milhões para mais de US$ 451 milhões, evidenciando a força da região na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS).
Donizete Paifer, um experiente produtor de soja em Itapetininga, tem mais de 15 anos dedicados à atividade. Ele gerencia uma vasta propriedade, onde mais de 300 hectares são destinados ao cultivo de soja, com impressionantes 95% da produção voltados para exportação. Para Paifer, a estabilidade do setor e a possibilidade de fechamento antecipado de negócios são fatores cruciais. “Na exportação, o preço da soja é cotado em dólar. Assim, conhecer os valores a serem recebidos com antecedência traz segurança ao produtor”, destaca.
Influência da Tecnologia no Aumento das Exportações
O produtor enfatiza ainda que a tecnologia desempenha um papel vital no crescimento do agronegócio, refletindo diretamente no aumento das exportações. Produtos de Itapetininga estão sendo enviados para nações em diversos continentes, incluindo China, Países Baixos e Estados Unidos. Segundo Paifer, “tivemos um aumento de produção de cerca de 16%. O câmbio favoreceu nosso cenário, pois a alta do dólar fez o mercado externo se tornar mais atrativo. Embora historicamente o Brasil tenha sido um grande importador, a demanda externa fortaleceu o setor exportador, que, consequentemente, ofereceu melhores preços em relação ao mercado interno”.
Essa ascensão nas exportações também pode ser atribuída à crescente demanda chinesa. O interesse do país asiático pelos produtos brasileiros aumentou, especialmente devido às tarifas comerciais impostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ainda em 2025.
Avicultura em Alta: Outro Pilar do Comércio Externo
No entanto, o sucesso de Itapetininga no ranking de exportação não se limita apenas ao agronegócio voltado à soja. O setor de avicultura, representado por uma empresa referência na região, também está alavancando as vendas externas. A companhia tem exportado ovos férteis e pintinhos para diversos destinos, incluindo Senegal, Arábia Saudita e Paraguai.
Fernando Vieira, diretor comercial da empresa, compartilha otimismo quanto ao futuro das exportações. Ele afirma que a expectativa é que os índices cresçam ainda mais em 2026. “O Brasil, de forma geral, responde por aproximadamente 35% do comércio internacional de carne de frango. Graças ao nosso elevado nível de bioseguridade, garantias sanitárias e qualidade, a carne brasileira é bastante requisitada globalmente. Existe uma demanda crescente, tanto no mercado interno quanto internacional”, conclui.
