Colaboração Estratégica na Saúde
No último dia 22 de janeiro, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, recebeu em Brasília uma delegação da Sinopharm, reconhecida como o maior conglomerado farmacêutico estatal da China. O encontro teve como foco a identificação de oportunidades de cooperação estratégica entre Brasil e China para impulsionar a produção de medicamentos, vacinas e produtos hemoderivados.
“O Brasil considera a China um parceiro estratégico, especialmente no desenvolvimento de tecnologias voltadas para a saúde”, destacou Fernanda De Negri. Ela enfatizou a importância de fomentar o desenvolvimento tecnológico de novos medicamentos, com o objetivo de garantir a soberania científica e tecnológica na produção de fármacos para ambos os países.
A comitiva chinesa foi liderada por Huichuang Yang, CEO da CNBG (subsidiária da Sinopharm), e incluiu representantes do Beijing Institute of Biological Products (BIBP) e da East Biotech. Durante o encontro, Fernanda De Negri foi acompanhada por Eduardo Jorge Valadares Oliveira, secretário adjunto da SCTIE, que apresentou as iniciativas do ministério, incluindo os programas de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL).
Essas iniciativas são fundamentais para promover a colaboração entre o setor privado e as instituições de pesquisa, com foco na ampliação do acesso a medicamentos e produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), além de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial brasileiro.
Resultados e Desafios da Colaboração
Na última chamada pública, o ministério recebeu um total de 322 projetos, dos quais 147 eram propostas para PDPs e 175 para PDIL. Eduardo Oliveira ressaltou que o principal desafio reside na combinação de plataformas tecnológicas, inovação, complexidade técnica, valorização de produtos e a redução de custos para o SUS.
Além disso, a visita da comitiva da Sinopharm é um desdobramento das missões realizadas pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em 2025, que buscou impulsionar colaborações tecnológicas entre o Brasil e a China. O assessor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para Assuntos Internacionais, João Miguel Estephanio, também participou da reunião, destacando a relevância das parcerias internacionais na promoção da saúde pública.
A cooperação entre Brasil e China pode abrir novas perspectivas para o fortalecimento do setor de saúde, proporcionando avanços significativos na produção e distribuição de medicamentos, o que é crucial para garantir a saúde da população brasileira. À medida que as discussões avançam, a expectativa é que novos acordos se concretizem, beneficiando não apenas os dois países, mas também a comunidade internacional em termos de acesso a medicamentos e vacinas.
