Irregularidades Chamam a Atenção das Autoridades
IMPERATRIZ – A Vigilância Sanitária de Imperatriz decidiu interditar na última segunda-feira (2) a cozinha responsável pela preparação das refeições destinadas à Maternidade Regional de Alto Risco, à UPA estadual e ao Hemomar da cidade. A ação foi resultado de uma vistoria que revelou diversas irregularidades.
A cozinha estava operando há mais de um ano em uma residência comum, sem qualquer sinalização na parte externa, desrespeitando as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O promotor de Justiça da Saúde, Thiago Pires, recebeu reclamações sobre a qualidade insatisfatória das refeições oferecidas nas unidades de saúde e, como consequência, solicitou uma inspeção da Vigilância Sanitária local. Ao longo da fiscalização, foram detectados problemas alarmantes, como a ausência de alvará sanitário e a presença de baratas nas instalações da cozinha.
Condições Inadequadas e Desleixo Sanitário
Além das questões já mencionadas, a fiscalização encontrou a caixa de gordura entupida, gerando um forte odor de esgoto no ambiente. Fungos estavam presentes nas paredes, que também não possuíam o revestimento apropriado conforme as normas técnicas. Para agravar ainda mais a situação, lixeiras estavam posicionadas próximo à área de preparo de alimentos e não possuíam tampa, aumentando o risco de contaminação.
A sede da empresa responsável, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), está localizada em São Luís e será chamada a responder pelas irregularidades encontradas.
Medidas Emergenciais para Não Comprometer o Atendimento
A promotoria revelou que um plano de contingência foi elaborado para assegurar a continuidade do fornecimento de refeições nas unidades afetadas. “Ontem, a Emserh já adotou as medidas necessárias para garantir que os pacientes e funcionários não ficassem sem alimentação. O plano emergencial não foi detalhado, mas nos foi assegurado que a situação estaria sob controle”, afirmou Thiago Pires.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) também se pronunciou sobre o assunto por meio de uma nota oficial. Na mensagem, a SES informou que já acionou a Emserh para que esta forneça os esclarecimentos necessários e tome as providências para restabelecer o fornecimento de refeições na maternidade, ressaltando que a empresa poderá enfrentar sanções administrativas caso não cumpra as exigências.
