Celebração Promete Marchinhas e Arte no Sobrado Amarelo
O carnaval está de volta em grande estilo com o 2º Grito Solar de Carnaval, programado para esta quinta-feira, 5 de fevereiro, das 19h às 23h, no Sobrado Amarelo, localizado na Rua Venâncio Aires, 344. A festa trará ao público a essência das marchinhas, sambas e canções que marcam esta tradicional celebração brasileira.
A programação conta com a animada discotecagem de Ronald Mendes, que irá tocar clássicos em vinil, trazendo à tona a magia dos antigos carnavais. Além disso, o evento abrirá as portas da Exposição Foliantes, uma mostra que destaca a produção de verão dos artistas solares. A exposição promete encantar os visitantes com suas obras que evocam o espírito festivo do carnaval.
Outro ponto alto do 2º Grito Solar será o lançamento do projeto “Entre Artes e Religiosidades: Diálogos (Im) Pertinentes”, coordenado por Hélvia Schneider e Ribeiro Halves. Para registrar todos os momentos deste evento, Marcelo Cabala estará por lá com a Lente do Samba, capturando a essência da festa através de sua lente.
Exposição Foliantes – Uma Celebração da Folia
A Exposição Foliantes, sob a curadoria de Luciano Santos, é um mergulho profundo na simbologia da folia. De acordo com os organizadores, ‘Foliantes’ é uma invocação e incêndio, um chamado que atravessa o tempo e se atualiza na essência dos personagens da folia, que nascem do rito, da rua e do delírio coletivo. Máscaras, vestes e gestos são signos de passagem que, em vez de esconder, vão revelar. Aqui, cada personagem é uma entidade, uma força simbólica que rompe com a rotina e reencanta o cotidiano.
Os artistas que compõem este coletivo se dedicam à pesquisa visual dessas presenças ancestrais e insurgentes. Eles exploram o folião, o brincante e o corpo em festa como campos de tensão e transformação. Cada criação traz à tona imagens que dançam entre memória e invenção, evocando cores vibrantes, excessos e narrativas fragmentadas. Na visão dos organizadores, a folia se reafirma como uma tecnologia ancestral de sobrevivência, enquanto o ato de brincar se torna um gesto radical de existência.
Categoricamente, este evento é um manifesto ritual, um cortejo que não pede licença, que queima o chão por onde passa e desafia a linearidade do tempo. Foliantes convida o público a atravessar o limiar entre arte e vida, ressaltando que vestir outros corpos, rir do perigo e dançar no caos sempre foi – e continua sendo – uma forma de resistência, celebração e um vislumbre de futuro.
