O potencial marítimo como motor econômico no Maranhão
O oceano sempre foi um dos pilares da economia global, movimentando setores como pesca, turismo, transporte marítimo e energia offshore. No Maranhão, essa realidade ganha uma nova dimensão com a Economia Azul — um modelo que alia desenvolvimento econômico à sustentabilidade ambiental e inclusão social. Essa abordagem reformula a forma como o mar é aproveitado, priorizando práticas que preservam os ecossistemas e valorizam as comunidades locais.
Setores tradicionais com foco em sustentabilidade e inclusão
A Economia Azul incorpora setores tradicionais como aquicultura, portos, construção naval, petróleo e gás offshore, energia eólica em alto-mar, turismo costeiro e biotecnologia marinha. A diferença está na adoção de práticas responsáveis, que reduzem emissões, preservam a qualidade da água e utilizam fontes renováveis, além de integrar os pescadores artesanais e demais populações costeiras às estratégias econômicas. Isso transforma o oceano em um elemento chave para o desenvolvimento urbano, impactando mobilidade, logística, saneamento e infraestrutura de forma coordenada.
Empreendedorismo e inovação para o crescimento econômico sustentável
Para José Domingues Neto, secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos do Estado, a Economia Azul não só traz ganhos ambientais, mas também impulsiona a inovação e fortalece cadeias produtivas relacionadas ao mar. O modelo amplia a geração de empregos qualificados e valoriza os povos tradicionais, como os pescadores artesanais, que passam a ser parte integrante do desenvolvimento sustentável.
O Sebrae Maranhão desempenha papel fundamental, incentivando o empreendedorismo nas comunidades costeiras. A instituição apoia pequenos negócios ligados à bioeconomia e ao uso sustentável dos manguezais, transformando conhecimento tradicional em oportunidades reais de renda e inovação.
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Fonte: daquibahia.com.br
Maranhão: localização estratégica e vantagens competitivas
Com um dos maiores litorais do Brasil, o Maranhão possui localização privilegiada para o comércio internacional, complexos portuários importantes e uma diversidade rica de ecossistemas marinhos. Luiz Fernando Renner, vice-presidente executivo da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), ressalta que para traduzir esse potencial em desenvolvimento é necessário planejamento e coordenação entre governo, setor produtivo, universidades e centros de pesquisa.
Renner defende que a Economia do Mar seja tratada como uma política permanente, sustentada por governança integrada. Ele destaca a importância da produção de dados qualificados para orientar políticas públicas, fortalecer empresas locais e qualificar a mão de obra, além de garantir a participação das comunidades tradicionais e municípios costeiros no processo.
Experiências nacionais e articulação para fortalecer a Economia Azul
Estados como Rio de Janeiro, Bahia e Ceará já estruturaram políticas públicas específicas para a Economia do Mar, integrando planejamento, inovação e atração de investimentos. Essas experiências servem de referência para o Maranhão, que busca consolidar uma estratégia sustentável para o seu litoral.
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Fonte: soudebh.com.br
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Fonte: alagoasinforma.com.br
A Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (ABEEMAR) tem sido parceira importante no Maranhão, promovendo fóruns que reúnem público e especialistas para discutir oportunidades e desafios do setor. João Leal, conselheiro da entidade, destaca que o avanço depende de uma visão integrada que transforma ativos naturais em vantagem competitiva por meio da inovação e valorização comunitária.
Turismo e atividades náuticas: novos vetores para a Economia Azul
Além dos setores tradicionais, o turismo assume papel crescente na Economia Azul do Maranhão. Com o segundo maior litoral do Brasil, manguezais e ilhas, o estado tem potencial para expandir o turismo de natureza e esportes náuticos como kitesurf, passeios de catamarã, caiaque e motos aquáticas. Essas atividades fortalecem a economia local, geram empregos e ampliam as oportunidades para pequenos empreendedores, valorizando o patrimônio natural das cidades costeiras.
Integrando ciência, tecnologia e políticas públicas para o futuro
Ao unir conhecimento científico, tecnologia, políticas públicas e participação social, o Maranhão está no caminho para consolidar um modelo de desenvolvimento que vê o oceano não apenas como fonte de recursos, mas como um patrimônio estratégico para o futuro econômico e social do estado. Essa articulação promete transformar a riqueza marítima em oportunidades reais de emprego, renda e inovação.
