Decisões do STF expõem investigação de corrupção no Maranhão
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu retirar o sigilo de três decisões relacionadas a investigações de corrupção no Maranhão. As medidas envolvem o financiamento, via emendas parlamentares, de empresas associadas a uma organização criminosa que atua no estado.
O inquérito detalha uma rede criminosa responsável por homicídios, desvios de recursos públicos, corrupção e tentativas de obstrução da justiça. Entre os alvos da apuração, está o senador Weverton Rocha (PDT-MA), apontado por supostamente usar sua influência junto ao ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para dificultar o andamento das investigações.
Influência política e obstrução de justiça na mira da PF
Segundo a Polícia Federal, Weverton Rocha teria atuado para retardar uma investigação que envolvia a família Brandão, atualmente no centro do poder do governo maranhense liderado pelo governador Carlos Brandão (MDB). Dados extraídos do celular do senador indicam proximidade com o ministro do STJ, com registros de pedidos de favores em processos específicos, incluindo menção a nomes de pessoas interessadas.
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Um episódio destacado pela investigação foi uma ligação de cerca de cinco minutos entre o senador e o ministro em 2 de junho de 2025. Na mesma data, Humberto Martins determinou a transferência de Gilbson Júnior a Brasília, movimentação que, segundo a PF, foi a última relevante antes da paralisação do processo.
Vazamentos e orientação para mentir no curso das investigações
A apuração também identificou um agente da PF, Edvar Rodrigues, que vazava informações sigilosas para a família dos investigados, além de pressioná-los a não colaborar com as autoridades. Ainda conforme o inquérito, o ex-deputado Raimundo Cutrim foi gravado orientando o pai de Gilbson Júnior a mentir, inclusive sugerindo que a esposa do preso estava passando fome para justificar recebimento de dinheiro. Cutrim teria entregado R$ 160 mil em dinheiro vivo em nome de Marcus Brandão.
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Fonte: soudejuazeiro.com.br
A assessoria do ministro Humberto Martins informou que, por tramitação sob segredo de justiça, não comentará o caso. Destacou ainda que os autos do habeas corpus foram enviados ao ministro Flávio Dino.
