Uma Nova Abordagem Educacional
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) lançou recentemente a primeira edição do Currículo de Educação Digital e Midiática, um documento essencial que direciona o trabalho pedagógico desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Esta iniciativa visa integrar as diretrizes do currículo paulista com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), refletindo uma abordagem contemporânea e necessária para a formação dos estudantes.
O novo currículo busca consolidar a educação digital e midiática como um componente vital na formação integral dos alunos, reconhecendo a importância das tecnologias e das mídias em diversos aspectos da vida social, cultural e profissional. Além disso, o documento estabelece diretrizes que promovem o desenvolvimento de competências críticas e éticas, abordando temas relevantes como inteligência artificial, segurança digital e o uso consciente das redes sociais no contexto da educação básica.
Consulta Pública e Contribuições da Comunidade Educacional
Para elaborar o texto final do currículo, a Seduc-SP promoveu um período de consulta pública, permitindo que profissionais da educação, gestores, estudantes de instituições públicas e privadas, e a sociedade civil contribuíssem com suas opiniões. Esse diálogo aberto possibilitou importantes discussões sobre segurança de dados e a produção responsável de conteúdo nas redes sociais.
“A proposta não apenas amplia as orientações já presentes no Currículo Paulista, mas também fornece diretrizes claras para o planejamento pedagógico e o trabalho docente. O avanço tecnológico requer que nossas escolas preparem alunos que não apenas utilizem ferramentas digitais, mas que também as compreendam e as utilizem de maneira ética e responsável”, afirmou Renato Feder, secretário da Educação.
Educação Digital como Eixo Central do Currículo Paulista
O novo documento é construído em diálogo com as competências gerais da BNCC e os princípios do Currículo Paulista, abordando a educação digital e midiática como um eixo transversal que se relaciona com as diversas áreas do conhecimento. Esse alinhamento garante que a formação dos alunos ocorra de maneira integrada, possibilitando que as aprendizagens sejam interconectadas.
Além de servir como um guia para as aprendizagens dos estudantes, o currículo também se posiciona como uma ferramenta de apoio ao planejamento pedagógico, apresentando exemplos de práticas, projetos e abordagens que podem ser incorporadas às rotinas escolares.
Organização Progressiva das Aprendizagens
O novo currículo organiza as aprendizagens de forma progressiva, respeitando as particularidades de cada etapa da educação básica. Veja como isso se desdobra:
Educação Infantil: As atividades são centradas em experiências lúdicas, onde a exploração de sons, imagens e narrativas é realizada com uma intenção pedagógica clara, com foco no desenvolvimento da linguagem, criatividade e convivência social.
Ensino Fundamental (anos iniciais): Os alunos têm a oportunidade de ampliar seu contato com diferentes linguagens digitais, iniciando o aprendizado sobre pensamento computacional e reconhecendo práticas seguras e responsáveis no uso das tecnologias.
Ensino Fundamental (anos finais): O currículo incentiva uma análise crítica das mídias, a compreensão das tecnologias digitais e a produção colaborativa de conteúdos, além de reflexões sobre o impacto das redes sociais na vida cotidiana.
Ensino Médio: O material visa desenvolver o protagonismo juvenil e a autonomia intelectual, orientando os alunos sobre a verificação de fontes, a leitura crítica de notícias e a produção de conteúdos multimodais, além de discutir questões como inteligência artificial, ética digital e o mercado de trabalho, todos em consonância com os itinerários formativos e áreas do conhecimento.
“A publicação do Currículo de Educação Digital e Midiática demonstra o compromisso da Seduc-SP em oferecer uma educação pública que enfrente os desafios contemporâneos, em sintonia com o Currículo Paulista e voltada à formação de cidadãos críticos, responsáveis e preparados para atuar em um mundo cada vez mais digital”, conclui Feder.
