Iniciativa Visa Reforçar Conhecimento Sobre Doenças Tropicais
Em comemoração ao Dia Nacional das Doenças Tropicais Negligenciadas, a Policlínica Estadual da Região Nordeste 2, localizada em Posse, Goiás, organizou uma ação educativa destinada aos colaboradores da unidade. O principal objetivo da atividade foi aprimorar o conhecimento técnico e qualificar a assistência em relação a essas enfermidades, que afetam uma parcela significativa da população.
O evento ocorreu no auditório da policlínica, administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed). A atividade fez parte das ações de Educação Permanente em Saúde, promovendo a integração multiprofissional entre os diversos setores envolvidos na saúde da região.
Dentre as Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs), estão a dengue, Zika, chikungunya, esquistossomose e a doença de Chagas. Essa classificação, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na década de 2000, visa dar visibilidade a enfermidades que, historicamente, recebem pouca atenção na agenda global de saúde.
Essas doenças, que somam um total de 21, impactam mais de 1,5 bilhão de pessoas ao redor do mundo, atingindo, principalmente, populações em situação de vulnerabilidade. Comumente, as DTNs estão associadas a áreas rurais, regiões de difícil acesso e locais de conflito, onde as desigualdades sociais e a falta de infraestrutura favorecem sua propagação.
Dinamismo e Interatividade Marcam a Atividade
A ação educativa foi coordenada pela enfermeira Sara Caroline Gugel, que comanda o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE) da Policlínica. Utilizando um formato inovador, a atividade foi estruturada como um jogo de perguntas e respostas, promovendo uma disputa saudável entre grupos de profissionais. Essa abordagem visou estimular a participação ativa, o raciocínio clínico e a fixação do conhecimento.
Durante o evento, assuntos cruciais sobre as DTNs foram discutidos, incluindo definições, determinantes sociais, principais doenças presentes no Brasil, modos de transmissão, sinais de alerta, importância do diagnóstico precoce, vigilância epidemiológica e os impactos sociais que essas enfermidades podem trazer.
A enfermeira destacou a relevância do aprendizado dinâmico. “As Doenças Tropicais Negligenciadas permanecem muito presentes na nossa realidade e, frequentemente, passam despercebidas pelos profissionais de saúde. Trabalhar essa temática de maneira interativa é essencial para que consigamos identificar precocemente os sinais e sintomas e, assim, atuar de forma mais eficiente na assistência e na vigilância”, afirmou Sara Caroline.
Ela também enfatizou a necessidade de um envolvimento coletivo entre as diversas categorias profissionais no combate a essas doenças. “O diagnóstico precoce e a notificação adequada são essenciais para minimizar complicações e seus impactos sociais. Quando a equipe de saúde está bem integrada e informada, conseguimos fortalecer a vigilância epidemiológica e melhorar o atendimento à população”, completou a enfermeira.
Reflexão e Compromisso com a Saúde Pública
A atividade da Policlínica de Posse não apenas promoveu o conhecimento, mas também incentivou uma profunda reflexão entre os profissionais de saúde sobre o papel deles na identificação e combate às DTNs. A iniciativa reforça a importância do compromisso contínuo com a saúde pública e a necessidade de manter a vigilância em relação a doenças que, embora negligenciadas, têm um impacto significativo na vida de muitos.
Com ações como esta, a Policlínica busca não apenas oferecer um atendimento qualificado, mas também formar uma rede de profissionais mais conscientes e preparados para lidar com as complexidades que as doenças tropicais apresentam, promovendo, assim, uma saúde mais justa e acessível a todos.
Débora Alves (texto e foto)/Imed
