Exportação de Produtos em Alta
Na última sexta-feira (13), o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou a conclusão de negociações com autoridades do Equador, resultando na autorização para a exportação de farinha de vísceras de aves e farinha de sangue bovino para o país sul-americano. Este avanço marca um importante passo para o agronegócio brasileiro, que busca diversificar e expandir seus mercados internacionais.
A farinha de vísceras, produzida a partir de resíduos do processamento de aves, é uma fonte rica em proteínas e valor energético, sendo amplamente utilizada na formulação de rações para suínos, aves, peixes e até mesmo animais de estimação. A utilização desses subprodutos não apenas proporciona uma nutrição adequada para os animais, mas também representa uma oportunidade econômica significativa.
Além disso, a exportação destes produtos gera receita adicional para as indústrias frigoríficas, contribuindo para um melhor aproveitamento da matéria-prima. Esse modelo de negócio não apenas reduz os custos com o descarte de resíduos, mas também amplia o retorno financeiro da cadeia produtiva, reforçando a competitividade das indústrias brasileiras frente ao mercado global.
Fortalecimento do Comércio Bilateral
O MAPA também destacou que a habilitação para exportação ao Equador deverá fortalecer o comércio bilateral, aumentando as oportunidades para a indústria nacional de insumos voltados à nutrição animal. Isso é crucial para agregar valor às cadeias produtivas de aves e bovinos no Brasil.
No ano passado, as exportações brasileiras ao Equador alcançaram mais de US$ 346 milhões, abrangendo produtos agropecuários como papel, cereais e café. Com essa nova abertura de mercado, o agronegócio brasileiro já contabiliza 537 acessos a mercados internacionais desde o início de 2023, resultado de um esforço conjunto entre as áreas de agricultura e relações exteriores do governo federal.
Como observa um especialista do setor, “Essas iniciativas não apenas ampliam nosso alcance no exterior, mas também mostram o potencial do Brasil como um ator importante no fornecimento de insumos alimentares para o mundo”. A expectativa é que o fortalecimento dessas relações comerciais continue a impulsionar o desenvolvimento do agronegócio no Brasil, tornando-o cada vez mais competitivo e sustentável.
