Produtividade e Sustentabilidade: Fatores que Mantêm o País em Destaque
Mesmo em um cenário de demanda moderada, o Brasil deve continuar como protagonista no mercado global de algodão durante a temporada 2025/26, conforme análise realizada por especialistas do Cepea. Embora a produção nacional possa apresentar um leve declínio em relação ao recorde da safra anterior, ainda assim se espera que os números alcancem a segunda maior produção da história, com as exportações se mantendo como o principal canal para escoar a volumosa oferta do produto.
Os pesquisadores apontam que a produtividade será um fator crucial para o desempenho da safra. A diminuição da área cultivada no Centro-Sul deve ser compensada, em parte, pelo crescimento do cultivo nas regiões Norte e Nordeste, segundo as projeções da Conab.
No mercado internacional, o Brasil se destaca pela sua capacidade produtiva, competitividade e avanços em rastreabilidade e práticas sustentáveis. Esses aspectos reforçam a posição do país entre os principais fornecedores globais de algodão. Uma variável que continua a ser decisiva para a rentabilidade nos negócios é o comportamento do dólar, sendo fundamental que os agentes do mercado acompanhem a paridade de exportação em relação aos preços internos na hora de tomar decisões comerciais.
De acordo com as previsões, a área cultivada com algodão na safra 2025/26 deve crescer cerca de 0,7% em comparação com a temporada anterior, atingindo 2,1 milhões de hectares, conforme dados da Conab. Esse aumento é atribuído a um crescimento de 4% na região Norte/Nordeste, enquanto o Centro-Sul registra uma leve retração de 0,4%.
A produtividade média projetada é de 1.885 quilos por hectare, representando uma queda de 3,5% em relação à safra anterior, o que deve resultar em uma produção total de 3,96 milhões de toneladas de pluma, uma diminuição anual de 2,9%.
No cenário global, informações do USDA apontam um leve aumento na oferta mundial de algodão, estimado em 0,4% em relação à temporada 2024/25. O Brasil deverá manter a liderança nas exportações globais, com embarques previstos de 3,157 milhões de toneladas para 2025/26. Esse volume é 11,4% superior ao da safra anterior e 18,9% acima do projetado para os Estados Unidos, que devem exportar 2,656 milhões de toneladas.
