Suspensão do Edital do Mais Médicos
O Ministério da Educação (MEC) decidiu cancelar a terceira edição do programa Mais Médicos, que tinha como objetivo abrir 5.900 novas vagas em faculdades de medicina privada. A informação foi divulgada em uma edição extra do Diário Oficial na última terça-feira, 10 de fevereiro de 2026. O ato foi formalizado por meio de uma portaria assinada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, que entra em vigor imediatamente.
A medida foi tomada em resposta ao elevado número de vagas já autorizadas por meio de decisões judiciais. Conforme apurado pela jornalista Beth Koike, em um período de um ano e meio, 4.500 novas vagas em instituições de ensino de medicina foram garantidas por liminares da Justiça. Essa situação gerou uma sobrecarga no sistema.
O programa Mais Médicos 3 tinha como proposta essencial abrir novas oportunidades de formação médica, especialmente em regiões onde há carência de profissionais na área. Desde sua criação em 2013, o programa se consolidou como um dos principais mecanismos para a expansão de cursos de medicina em todo o país.
Nos últimos meses, foram observadas várias ações judiciais por parte de faculdades que tiveram seus pedidos de abertura de cursos negados ou parcialmente aceitos. Muitas dessas instituições recorreram ao Judiciário para conseguir a autorização, mesmo diante da ausência de estrutura adequada no Sistema Único de Saúde (SUS).
Além disso, atualmente não há hospitais ou clínicas na rede pública que possam oferecer as aulas práticas, uma exigência crucial para todos os cursos de medicina, incluindo os da rede privada. Esse cenário tem gerado incertezas sobre a formação de novos médicos no Brasil.
A médica Ludhmila Hajjar expressou sua satisfação com a suspensão do edital em seu perfil no Instagram, utilizando a ferramenta Stories. Sua postagem evidencia a polarização de opiniões sobre o futuro da formação médica no país.
