A Alegria do Carnaval em São Luís
Na noite de sábado (21), o Anel Viário de São Luís foi tomado pela alegria contagiante do Carnaval 2026, marcando o término dos desfiles dos blocos tradicionais do Grupo B e das escolas de samba. A festa, que começou no final da tarde, reuniu comunidades de diversos bairros da capital maranhense, que se uniram para celebrar a cultura popular até as primeiras luzes da madrugada.
No dia seguinte, domingo (22), a programação oficial do Carnaval será encerrada a partir das 17h, com os desfiles dos blocos tradicionais do Grupo A. O evento atraiu um público considerável que ocupou arquibancadas, frisas e camarotes, todos ávidos para torcer por suas agremiações preferidas.
A Corte Momesca, liderada pelo Rei Momo Waisllan Mendes e pela Rainha Priscylla Muniz, além da primeira princesa Bruna Artioli e da segunda princesa Paloma Arouche, desfilou com grande entusiasmo, puxando os blocos e criando um clima de festa.
Desfiles e Apresentações Culturais
O evento começou com a batida vibrante do tambor de crioula, com apresentações dos grupos Mauro Fecury I, Turma dos Crioulos e Mestre Basílio, que aqueceram o público nas imediações da Passarela do Samba Chico Coimbra. Em seguida, os dez blocos tradicionais do Grupo B encantaram a plateia com suas coreografias, indumentárias coloridas e ritmos marcantes. As balizas e instrumentistas mostraram toda a energia e dedicação em suas apresentações, que refletem o trabalho árduo realizado ao longo do ano.
As escolas de samba, contudo, foram o grande destaque da noite. A escola Túnel do Sacavém, por exemplo, fez sua estreia na passarela homenageando o orixá Xangô. Logo após, a Unidos de Fátima, do Bairro de Fátima, emocionou os presentes com um samba-enredo que celebrava os Lençóis Maranhenses, um dos mais belos parques ecológicos do mundo.
A Marambaia, também do Bairro de Fátima, trouxe um samba-enredo instigante que refletia sobre “A Arte da Comunicação: dos Tempos dos Primórdios à Interatividade Virtual”. Os integrantes, junto com os carros alegóricos, abordaram a evolução da comunicação humana, desde os gestos e símbolos até os meios digitais, numa narrativa visual que encantou o público.
Valorização da Cultura Local
A Turma do Quinto, por sua vez, animou o público com o tema “Na Turma do Quinto o Reggae é a Lei”, uma homenagem ao ritmo que faz parte da identidade cultural do Maranhão. O samba, que ganhou vida através dos compositores Josiel Costa, Jaílson Pereira, Carlos Boniek, Vicente Melo e Arthur Santos, é o resultado de um trabalho colaborativo que incluiu rodas de conversa com pesquisadores e um extenso trabalho de campo.
A professora Ana Maria Ribeiro, moradora da Madre Deus, expressou sua satisfação: “É a escola do meu coração e tenho certeza de que fez um ótimo desfile. Ninguém resiste ao reggae, e esse enredo é importante para valorizar nossa cultura, destacando São Luís como a Jamaica Brasileira”.
Com cerca de dois mil componentes, a Turma do Quinto apresentou alas e carros alegóricos que retrataram a rica cena do reggae na capital, mostrando personalidades do movimento. O diretor de bateria Carlos Jhonatan afirmou: “Foi um trabalho extenuante, mas extremamente gratificante. Conseguimos unir nossas duas paixões, samba e reggae, e isso foi muito significativo para todos nós”.
Flor do Samba: A Grande Campeã
Encerrando a noite, a escola Flor do Samba, representante do bairro Desterro e atual campeã, brilhou com seu enredo “Entre o Ventre e a Flor: Mulheres, Mitos e Deusas”. O desfile foi uma viagem por mitologias e realidades, homenageando figuras como Ísis, Iemanjá, Durga, e muitas outras que, com coragem, sustentaram o mundo. Cada uma delas foi celebrada ao longo da avenida, encerrando a noite com aplausos e uma sensação de agradecimento por todas as mulheres que fazem parte da história.
