Iniciativa Estratégica para o Agronegócio
Mato Grosso deu um passo significativo para fortalecer a base técnica de sua produção agrícola com a recém-criada Comissão de Fertilidade do Solo. A medida foi anunciada durante a 1ª reunião ordinária do Comitê Gestor de Fertilizantes e Bioinsumos do estado, que ocorreu nesta quinta-feira. O objetivo principal é aprimorar a eficiência do uso de fertilizantes, elevar a produtividade nas lavouras e, consequentemente, aumentar a competitividade do agronegócio mato-grossense.
Reconhecido como o maior produtor agrícola do Brasil, Mato Grosso enfrenta a necessidade de grandes volumes de fertilizantes para manter sua elevada produção. Nesse cenário, ações que visam o fortalecimento técnico e científico da cadeia produtiva se mostram essenciais para melhorar a eficiência e promover a sustentabilidade no campo.
A nova comissão também tem como meta avançar na padronização de métodos e recomendações, garantindo mais segurança e precisão nas análises e no manejo do solo. Essas iniciativas devem refletir, de forma positiva, tanto na produtividade quanto na rentabilidade dos produtores locais.
Coordenação e Desafios da Nova Comissão
O engenheiro agrônomo e técnico agrícola Milton Moraes foi designado como o coordenador da Comissão. Ele destacou a importância estratégica dessa iniciativa em um contexto nacional em que a produção e a importação de fertilizantes são de extrema relevância. Atualmente, o Brasil importa cerca de 90% dos fertilizantes que consome, enquanto apenas 10% são produzidos internamente. Moraes enfatizou que a meta é reduzir essa dependência, com o objetivo de alcançar 50% de produção nacional até 2050.
Entretanto, ele reconhece que essa mudança não será fácil. Para isso, tanto o plano nacional quanto os planos estaduais estão sendo elaborados. Mato Grosso se destaca por ser o segundo estado a desenvolver um plano estadual focado nessa questão crítica.
Composição e Foco da Comissão
A Comissão de Fertilidade do Solo será composta por um amplo espectro de representantes, incluindo instituições de ensino, pesquisa, assistência técnica e extensão rural, além de produtores rurais e órgãos de fiscalização. Esse grupo terá um papel fundamental no avanço da ciência do solo, com ênfase em fertilidade, nutrição de plantas e técnicas de adubação.
Com essa nova estrutura, Mato Grosso não apenas busca aprimorar suas práticas agrícolas, mas também se posiciona como um líder na transformação do agronegócio brasileiro, unindo esforços para enfrentar os desafios da cadeia produtiva. Essa iniciativa é um exemplo concreto de como a união de conhecimento técnico e científico pode resultar em ganhos significativos para a agricultura, promovendo um futuro mais sustentável e produtivo para o estado.
