Dionatan Carvalho detalha os dados do boletim
Na última quarta-feira, 14 de março de 2025, o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) lançou o Boletim da Conjuntura Econômica Maranhense, referente ao terceiro bimestre de 2025. Este boletim, um dos mais antigos do estado, teve sua primeira edição publicada em 2008 e tem sido uma importante ferramenta para mensurar o crescimento econômico local.
Em uma entrevista à TV Mirante, Dionatan Carvalho, presidente do Imesc, destacou que a análise econômica se inicia com o cenário internacional, passa pelo nacional e culmina na realidade local. Os números recentes mostram que o Maranhão teve um desempenho superior à média regional e nacional. A taxa de crescimento do PIB maranhense foi de 4,2% no terceiro trimestre de 2025, comparado a 2,4% do Nordeste e 1,8% do Brasil.
Impacto do crescimento econômico na vida do maranhense
O boletim também traz informações detalhadas sobre as atividades econômicas que mais impulsionaram o crescimento do estado. O setor primário, por exemplo, apresentou um crescimento notável de 19% no trimestre. Ao longo do ano, o crescimento acumulado foi de 9,1%, com foco na produção de grãos, que se destacaram em 2025.
Dionatan Carvalho ressaltou: “Os dados mostram que o setor primário é muito pujante. A produção de grãos deverá alcançar 7,46 milhões de toneladas, com a soja apresentando um crescimento superior a 11%. Além disso, observamos um aumento significativo na produção de milho e uma impressionante expansão de 57% na produção de mandioca, que resultou na queda do preço da farinha no estado.”
Deflação e controle da inflação em 2025
No âmbito da inflação, o Maranhão apresentou deflação em vários meses do ano, exceto em setembro, que foi impactado por um reajuste anual na tarifa de energia elétrica. Mesmo assim, o estado fechou 2025 com uma inflação de 3,2%, abaixo da média nacional de 4,2%. Essa diferença é atribuída, em grande parte, ao aumento na produção de alimentos. O grupo de alimentos e bebidas teve a maior queda de preços, beneficiando especialmente as famílias de menor renda, já que os alimentos constituem uma parte significativa da cesta de consumo, aumentando o poder de compra dos maranhenses.
Renda per capita e criação de empregos
Em relação à renda per capita, Dionatan Carvalho explicou que as atividades econômicas têm elevado a composição orgânica do capital do estado. Apesar da mecanização do setor primário, que aumenta a produtividade mas reduz a geração de empregos, o crescimento econômico requer uma maior demanda por mão de obra.
O aumento da atividade econômica no Maranhão em 2025 impulsionou a criação de novos vínculos trabalhistas, favorecido por uma política estadual que busca atrair investimentos. Com essa estratégia, o estado viu novos empreendimentos surgirem e melhorias na infraestrutura, resultando em um mercado de trabalho aquecido e expressiva geração de empregos.
Números que refletem o crescimento no mercado de trabalho
No terceiro trimestre de 2025, o número de pessoas ocupadas no Maranhão atingiu 2,7 milhões, enquanto a massa de rendimento real mensal alcançou R$ 5,8 bilhões, registrando um aumento de 5,1% em relação ao ano anterior. O crescimento das ocupações foi de 3,6%, e a taxa de desocupação, que caiu para 6,1%, é a menor do Nordeste. Esses dados demonstram um crescimento econômico robusto com impacto direto na renda das famílias, permitindo que o Maranhão alcançasse patamares de rendimento salarial que estavam projetados apenas para 2027.
Perspectivas para o futuro econômico do Maranhão
Sobre as expectativas para os próximos anos, Dionatan Carvalho acredita que o estado continuará a crescer acima da média nacional. O Governo do Maranhão está implementando uma política efetiva de atração de investimentos, criando um ambiente favorável para a chegada de grandes empresas.
“Estamos observando os investimentos planejados para 2026, e as perspectivas indicam que a economia maranhense tende a apresentar um crescimento superior ao da média do país”, concluiu Carvalho, destacando uma trajetória otimista para o futuro econômico do estado.
