Impacto do Agronegócio na Economia Brasileira
Em meio a um cenário repleto de dificuldades políticas, sociais e climáticas, o agronegócio se reafirma como um dos pilares fundamentais do desenvolvimento econômico do Brasil em 2025. Especialistas apontam que a agropecuária, abrangendo todas as suas etapas produtivas, representa 29,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Este percentual considera desde o cultivo das lavouras e a criação de animais até a exportação de produtos agropecuários e seus derivados. Em dezembro, o Banco Central ajustou suas previsões de crescimento do PIB, aumentando de 2,0% para 2,3%, com uma estimativa de que o montante total alcançaria 3,2 trilhões de reais. No Paraná, um dos maiores polos de produção de alimentos do Brasil, o PIB cresceu 2,9% nos primeiros três trimestres de 2025, estimando-se que tenha atingido 762 bilhões de reais. Dentro do contexto agropecuário, o Brasil gera 8,9% do PIB, enquanto a indústria, transformação, comércio, serviços e logística contribuem com o restante, mesmo considerando que muitas das atividades são realizadas em áreas urbanas.
Segundo dados relevantes, o agronegócio brasileiro é responsável por impressionantes 49,5% das exportações do país. Assim, a discussão sobre a agropecuária vai além do que se cultiva nas propriedades rurais, abrangendo toda a cadeia produtiva, que inclui indústrias, transporte e insumos. Quando consideramos esta cadeia completa, chegamos à significativa participação de 29,4% no PIB. Estudos indicam que quase metade do saldo comercial do Brasil advém do setor primário; sem ele, o país enfrentaria um déficit comercial considerável, com impactos negativos significativos no desenvolvimento econômico e social. Os principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro continuam sendo China, Estados Unidos — apesar das tarifas — e a União Europeia, com produtos como soja, milho, carne bovina, café e algodão se destacando entre os mais exportados.
A Importância do Agronegócio para o PIB e o Desenvolvimento Social
O crescimento recente do PIB brasileiro deve muito ao desempenho do agronegócio, especialmente pela recuperação da produtividade no campo. Quando a agropecuária avança, isso repercute positivamente em outras áreas, como transporte, indústria, comércio e serviços, além de criar empregos e gerar tributos. Este efeito dominó torna-se evidente em cidades como Toledo, no Oeste do Paraná, que se destaca como a Capital Nacional da Proteína Animal e a Capital Estadual do Agronegócio. Em 2025, o município alcançou um PIB de 7,4 bilhões de reais, com um Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBPA) de 4,7 bilhões, o maior do Paraná nos últimos 12 anos. Toledo também foi o maior gerador de empregos no Estado, apresentando um modelo de desenvolvimento tanto urbano quanto rural, com alta renda, qualidade de vida e conquistas significativas, como o título de Capital da Cultura do Oeste e um centro educacional de destaque.
As universidades públicas e privadas de Toledo, que somam quatro cada, disponibilizam centenas de cursos de graduação em diversas áreas, incluindo engenharia e saúde, atraindo milhares de estudantes do Brasil e até de países vizinhos. Além disso, a cidade se orgulha de possuir a maior extensão de rodovias rurais asfaltadas, o que facilita o escoamento da produção e a movimentação das comunidades rurais. Este progresso é resultado da tradição, dedicação e competência dos produtores rurais locais, que têm sido fundamentais para o crescimento econômico e social da região.
