Uma Nova Fase para Dilla
O cantor e profissional do audiovisual Dilla, natural de Fortaleza e residente em São Luís, lançou recentemente seu novo single e videoclipe intitulado “Quem Diria”. Disponível nas plataformas de streaming e em seu canal no YouTube, a faixa representa a estreia de Dilla como artista solo, trazendo uma mistura envolvente de R&B contemporâneo e poesia urbana. O artista conversou com o jornalista Pedro Sobrinho no quadro Troca de Ideia, no Plugado, da Mirante FM, e revelou que essa música é resultado de um trabalho colaborativo, desenvolvido por várias mãos ao longo do processo criativo.
Desde o seu lançamento, “Quem Diria” já tem se destacado na cena musical, não apenas pela sua sonoridade cativante, mas também pela reflexão que provoca sobre as reviravoltas da vida. A produção, assinada por Jotanubeat, marca um momento significativo na carreira de Dilla, evidenciando seu amadurecimento artístico e sua vontade de explorar novas dimensões da música. A música já está disponível nas plataformas digitais e ganhou destaque ainda mais com o lançamento do videoclipe em janeiro de 2026, onde a direção ficou a cargo de Jessica Lauane e a fotografia de Jonas Sakamoto.
A nova faixa não é apenas um lançamento; representa um marco importante na construção da identidade artística de DiLLA. Ele expressa sua verdade por meio da música, criando uma conexão emocional que promete ressoar com seu público. A música “Quem Diria” foi reconhecida recentemente com o prêmio de Melhor Fotografia no Festival Audiovisual Batalha na Praça, que ocorreu no último sábado (24/1), no Teatro João do Vale. Durante a cerimônia, Dilla expressou sua gratidão a todos os envolvidos na produção e destacou a importância desse prêmio, que foi conquistado após anos de dedicação e trabalho árduo.
A Trajetória Artística de Dilla
Dilla cresceu no bairro Maiobão e seu contato com a arte começou em 2009, quando se tornou percussionista da Orquestra Musicar. Essa experiência inicial foi crucial para ele entender a importância do trabalho coletivo e dos processos criativos. Ao longo dos anos, Dilla expandiu sua atuação no meio musical, firmando-se como rapper, compositor e produtor musical, sempre buscando uma linguagem que une as referências da cultura nordestina com a estética do hip-hop.
Em 2017, ele se uniu ao coletivo BZ13 como MC e beatmaker, onde teve a oportunidade de lançar seus primeiros trabalhos autorais e se envolver diretamente na produção musical e audiovisual. Sua carreira solo teve início em 2020, quando passou a registrar sua identidade artística sob o nome DiLLA, ingressando na gravadora Cuxá REC. Desde então, tem se destacado em várias áreas do audiovisual, trabalhando como assistente de produção, logística de set, e até mesmo como diretor de produção em videoclipes como “Quem Diria”.
Além de sua contribuição para a música, Dilla é também um nome forte no cinema e no audiovisual. Ele integrou equipes de produção de longas e curtas-metragens, além de documentários e webséries, adquirindo experiência e prestígio ao atuar em diferentes funções técnicas. Em seu percurso, ele trabalhou em projetos reconhecidos, como o longa-metragem “2 Graus ao Sul do Equador” e vários curtas que destacam a diversidade e a riqueza cultural do Maranhão.
Reconhecimento e Impacto Cultural
No campo musical, Dilla se destacou como compositor, sendo coautor de “Dama da Quebrada”, música que conquistou prêmios significativos e foi amplamente reconhecida em festivais de cinema. Seu trabalho não passou despercebido, e ele recebeu o Certificado de Mérito Cultural do Conselho Estadual de Cultura do Maranhão, reconhecendo sua contribuição para a arte e a cultura local. Além disso, suas criações têm sido selecionadas em editais públicos, demonstrando a relevância de seu trabalho na cena cultural.
Atualmente, Dilla continua a se dedicar a produções audiovisuais independentes, consolidando-se como um profissional versátil e comprometido. Sua trajetória é marcada pelo equilíbrio entre criação artística e execução técnica, refletindo um entendimento profundo das dinâmicas de produção contemporâneas. A música e o audiovisual são, sem dúvida, os pilares de sua carreira, e com “Quem Diria”, ele dá mais um passo significativo em sua jornada artística.
