Educação Empreendedora em Foco
Na última quarta-feira (25), Salvador sediou a 2ª edição do Encontro de Secretários de Educação, promovida pelo Sebrae Bahia. O evento, realizado no auditório da instituição, incluiu uma programação rica em painéis, palestras e a apresentação de cases de sucesso. Além disso, a entrega do Prêmio Educador Transformador foi um dos destaques da cerimônia.
Este encontro tem como objetivo principal mobilizar e fortalecer as relações entre o Sebrae e os secretários de educação do estado, promovendo um diálogo ativo sobre a educação empreendedora no ensino fundamental. A iniciativa busca, também, consolidar parcerias entre os municípios, ampliando a presença da educação empreendedora nos territórios e fomentando novas colaborações.
A Importância da Educação de Qualidade
Durante a abertura do evento, Carlos Cohim Silva, presidente do Conselho Fiscal do Sebrae Bahia, enfatizou a necessidade de investimento público em educação de qualidade. “A educação é o único motor que pode romper ciclos de desigualdade, mas é fundamental que a base dela esteja firme. Nossa obsessão deve ser pela alfabetização na idade adequada. O maior legado que um município pode deixar não são obras físicas, mas sim uma educação de qualidade que forma cidadãos capacitados”, afirmou.
O superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, reforçou o compromisso da instituição com a transformação educacional. Ele comentou que a gestão das empresas é vital, mas a formação educacional das pessoas deve ser igualmente valorizada. “O aprendizado que se proporciona às crianças do ensino fundamental e aos jovens no ensino médio e universitário terá um impacto duradouro. O programa Educação Empreendedora, que inicialmente atendia 35 municípios, hoje já chega a cerca de 409, com o objetivo de atingir todos os 471 municípios da Bahia”, acrescentou.
Gestores e Educação Empreendedora
Vitor Lopes, diretor de Administração e Finanças do Sebrae Bahia, destacou o papel crucial dos gestores municipais na disseminação da educação empreendedora. “Vocês, que estão na linha de frente, são nossos parceiros. Essa colaboração é essencial para que possamos avançar em várias prefeituras. A educação empreendedora é uma iniciativa que dinamiza negócios e impulsiona o desenvolvimento regional em cada município”, disse.
O diretor técnico do Sebrae Bahia, André Gustavo Barbosa, ressaltou a importância da formação das crianças para que se tornem empreendedoras: “É primordial que as crianças desenvolvam habilidades e competências que estimulem a liderança, o gerenciamento de riscos e a realização de projetos. Acreditamos que, por meio de parcerias com prefeituras, Sesi, Secretaria de Educação da Bahia e outras instituições, podemos transformar nossos municípios, estados e o Brasil como um todo”, observou.
Avanços e Desafios na Alfabetização
A gerente da Unidade de Educação Empreendedora do Sebrae, Janaina Neves, apresentou os avanços do programa no estado. “Estamos aqui para celebrar o que já foi conquistado. Até agora, realizamos ações de educação empreendedora em 409 dos 417 municípios, com parcerias firmadas. Isso demonstra que estamos no caminho certo. Cada secretário e professor possui a responsabilidade de impactar não apenas a gestão educacional, mas também a vida dos alunos e comunidades”, destacou.
Armando Costa Neto, diretor superintendente do Sesi, abordou os desafios enfrentados na alfabetização no estado. “A Bahia se destacou pelo crescimento no percentual de crianças alfabetizadas, mas isso ainda não é suficiente. A verdadeira mudança acontece dentro das escolas. Espero que esse movimento se torne um processo contínuo de desenvolvimento educacional”, afirmou.
Ezequiel Westphal, superintendente da Educação Profissional e Tecnológica da Secretaria de Educação da Bahia, que representou a secretária Rowenna dos Santos Brito, comentou sobre a relevância da educação empreendedora no desenvolvimento das crianças. “Incorporar a educação empreendedora desde o ensino fundamental é crucial. Isso não só altera a cognição, mas também estimula o senso crítico, permitindo que os estudantes problematizem e enxerguem novas oportunidades. É um passo importante rumo a uma educação inovadora e transformadora”, concluiu.
