Desempenho Histórico do Agronegócio em 2025
O Brasil alcançou um marco significativo em 2025, com o agronegócio respondendo por praticamente metade de todas as exportações do país. Dos US$ 348 bilhões gerados no comércio exterior no ano passado, impressionantes US$ 169 bilhões foram provenientes de produtos agrícolas. Apesar de enfrentar desafios como tarifas elevadas dos Estados Unidos, conflitos internacionais e até surtos de gripe aviária em granjas, o setor agropecuário se destacou com um crescimento de 3% nas vendas externas, consolidando um resultado histórico de US$ 169,2 bilhões em receitas de exportação.
Essa cifra representa 48,5% do total faturado pelo Brasil em 2025, um desempenho impulsionado pelo aumento de 3,6% no volume de produtos enviados ao exterior, que compensou uma leve queda de 0,6% nos preços médios dos produtos. De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o sucesso do setor se deve a várias iniciativas que vão desde a colheita recorde de grãos na safra 2024/2025 até a diversificação dos mercados de exportação.
“Abrimos 525 novos mercados, o que representa mais empregabilidade e renda para o povo brasileiro. A inflação dos alimentos foi controlada, permitindo que a abundância de produtos gere excedente para exportação. O Brasil cresce, e a produção não para”, enfatizou Fávaro.
Novos Mercados e Oportunidades
A abertura de novos mercados foi uma estratégia coordenada pelo governo federal, envolvendo diversas instituições, como o Ministério da Agricultura (Mapa) e a ApexBrasil. De acordo com Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, essa iniciativa trouxe US$ 4 bilhões em receitas cambiais adicionais.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e café, a abertura de novos mercados trouxe aumento significativo nas vendas de outros itens. Por exemplo, as exportações de carne bovina cresceram 40%, enquanto o café teve um aumento de 31% em seu volume de vendas. Produtos menos convencionais também mostraram crescimento: as vendas de gergelim para a China, abertas no final de 2024, já atingiram US$ 170 milhões.
Principais Destinos das Exportações
A China se firmou como o principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, com compras que totalizaram US$ 55,3 bilhões, representando 32,7% das exportações. Além disso, a União Europeia e os Estados Unidos também figuram entre os principais mercados, com US$ 25,2 bilhões e US$ 11,4 bilhões em compras, respectivamente.
Mercados que ampliaram suas aquisições incluem Paquistão, Argentina, Filipinas, Bangladesh, Reino Unido e México, com crescimentos expressivos nas compras de produtos agropecuários brasileiros. O Paquistão, por exemplo, aumentou suas importações em 122%, alcançando US$ 895,6 milhões.
Produtos Destaque nas Exportações
Entre os principais produtos exportados, a soja em grãos manteve-se no topo, gerando US$ 43,5 bilhões (+1,4%) com um volume de 108,2 milhões de toneladas, um recorde. A carne bovina também se destacou com receitas de US$ 17,9 bilhões (+39,9%). Durante 2025, 11 novos mercados foram abertos para essa carne, refletindo um aumento de 20,4% no volume exportado.
Além disso, a carne suína apresentou um crescimento notável, colocando o Brasil como o terceiro maior exportador mundial do produto, com um aumento de 19,6% no valor. O café, um dos produtos mais tradicionais, cresceu 30,3% em valor, somando US$ 16 bilhões, impulsionado por preços internacionais em alta. As frutas também tiveram um desempenho positivo, com aumento de 12,8% em valor e 19,7% em volume.
Os feijões registraram um aumento recorde em 2025, com crescimento de 32% em valor (US$ 443 milhões) e 55,5% em volume (533 mil toneladas), representando um forte retorno em comparação ao ano anterior.
Desafios e Oportunidades Futuros
Em meio ao crescimento, as importações de produtos agropecuários no Brasil foram de US$ 20,2 bilhões, o que representa um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior. Essa corrente de comércio agropecuário totalizou US$ 189,4 bilhões, resultando em um superávit de US$ 149,07 bilhões. Com a abertura de novos mercados e a diversificação das exportações, o futuro do agronegócio brasileiro parece promissor, mesmo diante de um cenário global desafiador.
