Desafios do Figueirense no Estadual
O Figueirense, um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro, enfrenta uma situação delicada na atual temporada do Campeonato Catarinense. A equipe termina a primeira fase entre os quatro últimos colocados, obrigando-a a disputar um quadrangular de rebaixamento com Carlos Renaux, Joinville e Marcílio Dias. Essa fase decisiva será realizada em turno e returno, onde apenas um time conseguirá escapar da queda para a Segundona. Para contextualizar, desde 1924, o Figueirense apenas caiu no estadual em uma ocasião, em 1986.
Os torcedores, que conhecem bem a história gloriosa do alvinegro, têm razões para se preocupar. Ao mesmo tempo, o Azuriz se destaca ao garantir, pela segunda vez na história, uma vaga na Copa do Brasil. O sorteio dos confrontos da segunda fase definiu o Figueirense como adversário da equipe de Pato Branco, que está sob o comando de Alexandre Gallo. Essa partida será única e está marcada para o Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, com a data ainda a ser confirmada — pode ocorrer em 25 de fevereiro ou 4 de março. Em caso de empate, a decisão será nos pênaltis.
Enquanto o Figueirense atravessa um período tumultuado, o Azuriz chega à fase avançada do Campeonato Paranaense como líder de sua chave, que contou com clubes como Coritiba e Operário Ferroviário. Essa diferença de desempenho entre as duas equipes somente aumenta a pressão sobre o Figueirense, que clama por uma reação imediata para evitar um vexame histórico.
Uma Década de Fracassos e Desafios Financeiros
A última década tem sido repleta de desafios para o Figueirense. A última participação do clube na Série A do Campeonato Brasileiro aconteceu em 2017, e desde então, a equipe enfrentou um declínio acentuado. Em 2020, ocorreu o rebaixamento inédito para a Série C, e desde então, a equipe não conseguiu retornar à segunda divisão, exceto em 2022 quando, realmente, esteve próxima do acesso. No entanto, em 2023, o time terminou em uma preocupante 16ª posição, apenas um ponto acima da zona de rebaixamento da Série D do campeonato nacional.
A situação financeira do clube é igualmente preocupante. De acordo com informações divulgadas pelo Globo Esporte, a dívida do Figueirense atingiu a marca de R$ 81,5 milhões, evidenciando a gravidade do momento atual. Em 2024, quando o plano de recuperação judicial foi aprovado, a expectativa é que o clube encontre um caminho viável para a recuperação financeira, mas o futuro permanece incerto.
O cenário é alarmante, e a possibilidade de rebaixamento nas competições estaduais e nacionais pode levar a consequências ainda mais severas para o clube, que já luta para se manter à tona. Os torcedores, que historicamente apoiaram a equipe em momentos difíceis, agora se veem em um momento de grande apreensão.
Caminhos para a Redenção?
Para o Figueirense, cada jogo se torna uma batalha crucial. A equipe precisa mostrar uma reação imediata e contundente no quadrangular do rebaixamento para evitar um desfecho desastroso na temporada. O apoio da torcida será fundamental para empurrar o time em busca de um resultado positivo.
Ao mesmo tempo, a Copa do Brasil oferece uma oportunidade inesperada para um respiro. Enfrentar o Azuriz pode ser um divisor de águas, do qual a equipe alvinegra necessita desesperadamente. Os jogadores e a comissão técnica precisam se unir em torno de um mesmo objetivo: garantir a classificação na Copa do Brasil e, ao mesmo tempo, salvar o clube da queda no estadual.
O Figueirense, um time com uma rica história e conquistas memoráveis, agora precisa lutar com todas as suas forças para evitar que novos capítulos de fracasso sejam escritos. O próximo desafio contra o Azuriz pode ser a chance que a equipe precisa para dar a volta por cima e garantir um futuro mais promissor, seja no estadual ou nas competições nacionais.
