A Cultura como Ferramenta de Cidadania
Em uma demonstração clara do compromisso do Governo do Brasil com a diversidade, o Ministério da Cultura (MinC) comemora, nesta quinta-feira (29), o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A celebração reforça a compreensão de que a expressão artística serve como um instrumento crucial na luta por direitos, geração de emprego e enfrentamento do preconceito.
Uma das principais iniciativas que contribuem para o fortalecimento dessas ações é o Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC). Este programa, coordenado pela Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura (SAFC), identifica e apoia lideranças locais que trabalham para articular políticas culturais em seus respectivos territórios. Vale destacar que cerca de 7% dos Agentes Territoriais de Cultura se identificam como pessoas trans, refletindo a intenção do programa de engajar a população LGBTQIA+ em suas atividades e ações estruturais.
Vozes da Cultura Urbana em Movimento
Em Belo Horizonte (MG), a cultura urbana se transforma em um espaço de acolhimento e educação inclusiva. O Agente Territorial de Cultura Azizi MC, junto ao mobilizador Rudá Gonçalves, promoveu a ação Letramento LGBTQIA+ no Hip-Hop. O foco principal foi a construção colaborativa do primeiro Manual de Enfrentamento à Violência LGBTfóbica no Hip-Hop. Azizi MC destacou: “Meu papel é catalisar as potências que já existem no movimento. Nossa existência LGBTQIA+ é parte fundamental da cultura de rua”.
A presença de artistas trans nos espaços de produção cultural também desafia preconceitos históricos. Rafaela Brito Correia, artista e agente territorial atuando em Rondônia, enfatiza que ocupar esses locais é um ato de resistência. “Estar nesses espaços é quebrar o estigma que liga a comunidade trans à marginalidade. Estamos produzindo cultura e levando nossa diversidade em nossos corpos”, afirmou.
A Cultura como Eixo Transformador
Na cidade de Assis, interior de São Paulo, Nycolau Tupãperaba, também Agente Territorial, complementa que a cultura proporciona um sentido de segurança diante das violências cotidianas. Segundo ele, o programa do MinC oferece oportunidades concretas de afeto e geração de renda. “A cultura, para nós, pessoas trans, tem sido um dos principais eixos transformadores. Para nós, a cultura é uma ferramenta de afeto e produção de vida”, afirmou Nycolau.
Diálogo e Participação Social nas Políticas Públicas
A eficácia da construção de políticas culturais públicas aumenta quando há verdadeira participação social. Ao manter um diálogo aberto com a população, o Ministério da Cultura escuta as demandas da comunidade trans por segurança, trabalho e dignidade. Essa colaboração entre o setor público e a sociedade civil não apenas transforma o conceito de visibilidade em ações concretas, mas também garante que a cultura se torne um espaço seguro e de direitos plenos para todos. Assim, o MinC continua seu trabalho para que a cultura seja sinônimo de proteção e inclusão.
