A Lenda do Samba Paraense Deixa um Legado Inesquecível
Nesta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, o sambista paraense Orlandino Barbosa, conhecido carinhosamente como Meio-Dia da Imperatriz, faleceu em Macapá, Amapá, aos 55 anos. Ele estava internado no Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá, lutando contra as complicações de um AVC isquêmico que sofreu em 2024, o qual lhe deixou sequelas e demandou tratamento contínuo, incluindo sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e medicação.
Meio-Dia da Imperatriz foi um ícone do samba, deixando uma marca indelével na cena musical do Pará. Seu legado é eternamente lembrado pelo feito de ser o único sambista do estado a conquistar o tricampeonato no famoso Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, ao vencer pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense nos anos de 1999, 2000 e 2001. Essas vitórias não apenas o consagraram como um dos grandes nomes do samba, mas também elevaram a visibilidade da cultura paraense durante o Carnaval.
A notícia de sua morte abalou fãs e admiradores, além de amigos e colegas da cena musical. O governador do Pará, Helder Barbalho, expressou seu pesar nas redes sociais, destacando a importância de Meio-Dia da Imperatriz para a história do samba e sua contribuição inestimável para a identidade cultural do estado. Em suas palavras, o governador ressaltou que “perdemos um artista que trouxe alegria e representatividade para nosso povo”.
Reconhecido por sua paixão pelo samba, Meio-Dia não apenas se destacou nas palcos, mas também se tornou um símbolo de resistência e orgulho para a cultura local. A sua trajetória é um testemunho de perseverança e dedicação, inspirando novas gerações de músicos e sambistas em todo o Brasil. Mesmo após sua partida, seus fãs e a comunidade do samba mantêm viva a sua memória, celebrando suas conquistas e a rica herança cultural que deixou.
O legado de Meio-Dia da Imperatriz perdurará nas rodas de samba, onde sua música continuará a tocar os corações dos amantes do samba, fazendo com que sua história seja eternamente lembrada. O sambista paraense deixa uma lacuna não apenas na música, mas também no coração de todos que tiveram o privilégio de testemunhar sua arte.
