Reunião Revela Unidade em Torno de Causa Comum
SÃO LUÍS – Na manhã desta quinta-feira (6), mais de metade dos vereadores da Câmara Municipal de São Luís se reuniu com o procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro, em um encontro produtivo. Essa mobilização transcende as linhas de oposição ao prefeito Eduardo Braide (PSD) e deve ser encarada como um movimento suprapartidário, envolvendo tanto aliados quanto opositores do governo. Essa união reflete a insatisfação generalizada com a atual gestão, especialmente em relação à falta de diálogo e respeito ao trabalho parlamentar.
Entre os vereadores que participaram da reunião estão Raimundo Penha, Flávia Berthier, Octávio Soeiro, Nato Júnior, Concita Pinto, Marquinhos, Professora Magnólia, Clara Gomes, Marlon Botão, Marcos Castro, Anderson Borges, Beto Castro, Daniel Oliveira, Edson Gaguinho, Raimundo Júnior e Rommeo Amin. O documento que fundamenta essa mobilização também conta com a assinatura de Andrey Monteiro, Antônio Garcez, Astro de Ogum, André Campos, Fábio Filho, Marcelo Poeta, Thay Evangelista, Thiago Freitas e Wendell Martins.
Vereadores Exigem Respeito e Diálogo
No total, 25 dos 31 vereadores que compõem o Plenário do Legislativo municipal se mostraram preocupados com a postura do prefeito em relação à sua base. A insatisfação gira em torno da falta de comunicação e do desrespeito ao exercício da atividade parlamentar, o que tem gerado uma atmosfera de tensão entre os poderes.
Mas, afinal, o que motivou a realização dessa reunião na Procuradoria-Geral de Justiça? Os vereadores estão em busca da liberação de recursos fundamentais para o tratamento oncológico infantil. Trata-se de emendas impositivas, que totalizam cerca de R$ 12 milhões, destinadas à construção de uma nova ala pediátrica no Hospital Aldenora Bello. Essa demanda é urgente e crítica, especialmente porque, como reiteraram os vereadores, o câncer não espera.
Diálogo e Responsabilidade: O Que Está em Jogo
Reduzir a mobilização dos vereadores a uma mera disputa política contra o prefeito é uma visão limitada. A relevância da liberação desses recursos no combate ao câncer em crianças e adolescentes não pode ser minimizada. Não se trata de uma narrativa de oposição contra o governo, mas de uma questão ética e de responsabilidade pública.
É importante ressaltar que a decisão de liberar ou não os recursos não cabe ao prefeito. As emendas impositivas são uma exigência legal e devem ser cumpridas. O debate, portanto, deve se concentrar na efetividade e no cumprimento das obrigações legais e humanitárias que estão em jogo. A sociedade espera ações concretas diante de uma situação de emergência na saúde pública.
O que, até o momento, tem resultado em silêncio por parte do prefeito Braide sobre essa questão? Essa inação levanta questionamentos e exige uma posição clara sobre como a gestão pretende lidar com a urgência do problema que afeta tantas famílias na capital.
Neste contexto, a mobilização suprapartidária dos vereadores representa não apenas uma crítica ao governo, mas também uma busca por soluções e a defesa do direito à saúde de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
