Queda no Poder de Compra do Avicultor
O poder de compra do avicultor de postura enfrenta uma trajetória de desvalorização em relação aos principais insumos utilizados na atividade, como o milho e o farelo de soja. Essa situação, conforme apontado por um recente levantamento do Cepea, persistiu em janeiro de 2026.
O Centro de Pesquisas revela que a relação de troca entre os preços dos ovos e do milho recuou desde setembro de 2025, alcançando em janeiro de 2026 o menor nível real desde março de 2022. Esse indicador deixa claro que os produtores precisam comercializar uma quantidade cada vez maior de ovos para conseguir comprar o cereal, que é o componente principal da ração utilizada.
No que diz respeito ao farelo de soja, um ingrediente amplamente adotado na alimentação das aves, o cenário também é preocupante. O poder de compra neste segmento registrou queda pelo sétimo mês consecutivo, atingindo o patamar mais baixo, em termos reais, desde fevereiro de 2023.
Impacto dos Preços dos Insumos
Embora tenha havido reações pontuais nos preços dos ovos na segunda metade da primeira quinzena de janeiro, os dados do Cepea indicam que a média mensal dos preços dos ovos continua abaixo do registrado em dezembro de 2025. Comparativamente, o milho sofreu uma desvalorização mais moderada, enquanto o farelo de soja apresentou uma alta, o que resulta em uma pressão adicional sobre os custos relacionados à atividade avícola.
Para os avicultores, essa situação não só impacta a rentabilidade, como também gera um clima de incerteza sobre os próximos passos. O cenário exige atenção e estratégias que possam mitigar os efeitos dessa desvalorização, que parece não ter fim à vista. As consequências disso afetam não apenas a produção, mas todo o setor, considerando o impacto que as oscilações de preço têm sobre a cadeia produtiva.
Possíveis Caminhos para o Futuro
A necessidade de adaptação e inovação é evidente. Os avicultores devem se empenhar em buscar alternativas que possam oferecer maior competitividade diante de insumos cada vez mais dispendiosos. É crucial, portanto, que haja um debate aberto sobre políticas de apoio ao setor, que possa garantir a sustentabilidade da produção de ovos e, consequentemente, a segurança alimentar.
Para agravar a situação, a combinação de custos elevados com a pressão do mercado leva muitos avicultores a repensarem suas estratégias de produção. A busca por insumos alternativos e práticas de manejo mais eficientes pode ser uma saída viável para enfrentar esse momento desafiador.
