Nova Política Para Mulheres em Situação de Vulnerabilidade
O deputado André Figueiredo, representante do PDT do Ceará, colocou em pauta na Câmara dos Deputados o projeto de lei 832/2026, que visa implementar a Política Nacional de Prevenção e Superação da Violência entre Mulheres. Esta proposta busca estabelecer uma série de diretrizes que serão fundamentais para reconhecer, prevenir e combater diversas formas de agressão que afetam mulheres em diferentes contextos sociais, incluindo violência simbólica, psicológica, física e institucional.
A política, intitulada “Não se Cale e Não Cale”, é voltada para identificar e lidar com conflitos e agressões que podem surgir em ambientes predominantemente femininos, como coletivos e redes comunitárias. A proposta tem como base a ideia de que muitas vezes essas violências permanecem ocultas, demandando reconhecimento para que se possa construir alternativas de superação, fundamentadas no diálogo e no apoio mútuo.
Ações Previstas para Combater a Violência
De acordo com o texto do projeto, a nova política deverá promover ações que incentivem a escuta ativa e o acolhimento das mulheres, além de criar espaços destinados à mediação de conflitos. Também são previstas campanhas educativas e a capacitação de profissionais nas áreas de educação, saúde, assistência social e segurança pública. O projeto ainda contempla o apoio a iniciativas da sociedade civil que busquem fortalecer os laços de solidariedade e empatia entre mulheres.
Outra importante medida proposta é a criação de canais seguros de escuta e acolhimento, que serão integrados à rede de proteção às mulheres. Além disso, o projeto propõe uma colaboração estreita com conselhos de direitos, universidades, movimentos sociais e coletivos femininos. Uma das inovações mais significativas da proposta é a instituição de uma semana anual de mobilização, prevista para acontecer em março, com atividades educativas, culturais e comunitárias focadas na prevenção da violência contra mulheres.
Justificativa do Deputado e Contexto Social
Na justificativa que acompanha a proposta, o deputado André Figueiredo enfatiza que a ideia surgiu a partir de diálogos com mulheres de diversas regiões e a partir de experiências vivenciadas por organizações que atuam na formação e acolhimento feminino. Ele destaca que comportamentos como exclusão, rivalidade e julgamentos, além de agressões simbólicas e físicas, são frequentemente naturalizados, refletindo a perpetuação de padrões ligados ao machismo estrutural.
O deputado sublinha que “ao reconhecer o impacto ampliado sobre mulheres que enfrentam múltiplas vulnerabilidades, incluindo negras, indígenas, com deficiência, LGBTQIA+, idosas, migrantes e em situação de rua, esta Lei reafirma nosso compromisso com a equidade e a justiça social”. Com isso, Figueiredo busca garantir que a proposta seja um passo significativo em direção à proteção dos direitos das mulheres, especialmente aquelas que se encontram em situações de vulnerabilidade.
Próximos Passos no Processo Legislativo
Atualmente, o projeto de lei 832/2026 aguarda a definição do rito de aprovação pela Mesa Diretora da Câmara, que irá determinar as comissões responsáveis pela sua análise. O caminho a ser percorrido para que a proposta se torne realidade ainda é incerto, mas a expectativa é que o debate sobre a prevenção da violência contra mulheres ganhe cada vez mais espaço nas discussões legislativas.
