Peça Valiosa Será Restaurada
A coroa da imperatriz francesa Eugênia, um dos tesouros do Museu do Louvre, será restaurada após ser deixada para trás por ladrões durante um audacioso roubo em 2025. De acordo com uma nota divulgada pelo museu nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, a peça, embora danificada, permanece quase intacta e passará por um processo de recuperação integral.
No mês de outubro do ano passado, criminosos invadiram o icônico museu parisiense e levaram joias avaliadas em aproximadamente 88 milhões de euros, o que equivale a cerca de 104 milhões de dólares. No entanto, a coroa de Eugênia, adornada com esmeraldas e diamantes, foi abandonada pelos assaltantes durante a fuga, caindo e resultando em amassados e danos em sua estrutura.
Os responsáveis pela invasão foram confrontados por autoridades que conseguiram recuperar a coroa, enquanto as demais joias continuam desaparecidas. O Louvre destacou que a peça foi “gravemente deformada” durante a tentativa de remoção, mas que não será necessário fazer uma reconstrução, já que a coroa poderá ser restaurada ao seu estado original.
O museu explicou que os danos foram causados quando os ladrões tentaram retirar a coroa por um buraco estreito que havia sido serrado na vitrine de vidro onde ela estava exposta. Apesar disso, a maioria dos elementos que compõem a peça ainda se encontra intacta.
Em termos de conservação, a coroa apresenta todas as suas partes, exceto uma das oito águias de ouro que a adornavam. Os especialistas informaram que a peça preserva 56 esmeraldas e perdeu apenas 10 dos 1.354 diamantes que a compõem, o que evidencia a resistência da joia diante do incidente.
Supervisão de Especialistas
O processo de restauração da coroa será meticulosamente supervisionado por um comitê de especialistas, liderado pela presidente do Louvre, Laurence des Cars. O trabalho de restauração será realizado por um profissional qualificado, selecionado por meio de um rigoroso processo competitivo para garantir a melhor recuperação da joia.
As investigações a respeito do roubo estão em andamento. As autoridades francesas detiveram quatro suspeitos de envolvimento no crime, mas o mentor da ação ainda não foi identificado, e as joias restantes continuam sem paradeiro conhecido. Entre os itens subtraídos, destacam-se outras oito peças de valor inestimável, incluindo uma tiara cravejada de diamantes, que também pertenceu à imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III.
Esse episódio não apenas levanta questões sobre a segurança de museus, mas também acende o interesse por histórias ligadas ao império francês e à opulência que cercava figuras como Eugênia, uma mulher que influenciou a moda e a cultura de sua época.
