Promoção da Saúde nas Escolas: Um Desafio Coletivo
No dia 9 de outubro, Imperatriz sediou o I Seminário Intersetorial de Saúde e Prevenção nas Escolas, com o tema “Educar é prevenir: caminhos intersetoriais para a promoção da saúde na escola”. O evento, que atraiu a participação de cerca de 180 pessoas, contou com a presença de educadores, profissionais de saúde e estudantes universitários, todos unidos em torno da discussão sobre ações integradas para a promoção da saúde no ambiente escolar.
A iniciativa foi coordenada pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do projeto “Educar para Cuidar: ações educativas e rastreamento da hanseníase”. O seminário teve como objetivo principal estabelecer uma conexão entre a educação e a saúde, fomentando diálogos que podem resultar em práticas mais eficazes no dia a dia escolar.
Durante a abertura do evento, Raimunda Sá, secretária adjunta de Ensino da SEMED, enfatizou o momento oportuno para a realização do seminário: “Buscamos uma aprendizagem significativa não apenas para os alunos, mas também para os educadores. A união entre as instituições é fundamental para a inserção de práticas saudáveis nas escolas. Quando abordamos a pesquisa como um eixo central, conseguimos ampliar a importância do conhecimento em saúde e educação”, afirmou.
Temas Relevantes em Debate
Ao longo da manhã, os participantes tiveram a oportunidade de assistir a uma série de palestras e mesas-redondas abordando questões cruciais para o ambiente escolar, incluindo saúde mental, hanseníase e educação sexual. A palestra principal foi proferida pela psicóloga Dra. Nádia Borges Araújo Ferreira, que destacou a importância do cuidado com a saúde emocional de crianças e adolescentes, ressaltando que um bom equilíbrio emocional é essencial para o aprendizado e proteção dos estudantes.
A mesa-redonda que tratou do diagnóstico precoce e do enfrentamento do estigma da hanseníase teve a condução da Dra. Francisca Jacinta Feitoza de Oliveira e do Dr. Pedro Júlio Gonçalves, mediada pela pedagoga Marlívia Macatrão Costa Chaves. A discussão enfatizou a relevância da escola na identificação precoce de sinais e no encaminhamento adequado de casos suspeitos. Além disso, houve uma pausa para a prática de ginástica laboral, liderada pelo professor Cristiano Viana, que promoveu a interação e o bem-estar entre os participantes.
Integração entre Saúde e Educação
Flamarion Amaral, secretário municipal de Saúde de Imperatriz, sublinhou o compromisso contínuo entre as secretarias de Saúde e Educação para abordar desafios relacionados à saúde nas escolas. “A união é imprescindível, pois estamos lidando com o futuro das nossas crianças e a qualidade de vida delas”, enfatizou.
O seminário foi encerrado com uma mesa-redonda que discutiu a educação sexual como uma estratégia de prevenção. Este debate, mediado pela professora e mestranda em Educação Jaqueline Costa Barros, contou com a participação de especialistas como o Dr. Pedro Mário Lemos da Silva e a psicóloga Venusia Ribeiro Milhomem, que ressaltaram a importância da informação e do diálogo entre escola, família e profissionais de saúde.
A Importância da Formação Continuada
A coordenadora do Setor Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) da SEMED, Maria Edileuza Alencar Silva, destacou o impacto positivo do seminário na formação dos educadores. “A participação dos professores de Ciências e coordenadores pedagógicos é um estímulo para fortalecer a atuação pedagógica no ambiente escolar”, comentou.
Samyra Caline Lima Silveira, coordenadora do Programa Saúde na Escola (PSE) da SEMUS, também elogiou o evento, dizendo que ele representa um avanço significativo no diálogo entre educação e saúde: “É essencial levar essas informações aos profissionais da educação, que estão diariamente em contato com os alunos”, concluiu.
A professora de Ciências da Escola Municipal Machado de Assis, Marjorie Aranha Gama, corroborou a importância de iniciativas formativas como esta, que contribuem para a vigilância dos estudantes. “Os educadores têm um papel vital na identificação de problemas e na orientação dos alunos, superando a simples transmissão de conteúdo”, finalizou.
