Buscas Intensificadas pela Segurança
As buscas por Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro, completam 11 dias nesta quarta-feira (14) em Bacabal, Maranhão. As operações estão ativas, especialmente na região do povoado São Sebastião dos Pretos, onde chuvas ocorreram na noite anterior, dificultando ainda mais o trabalho das equipes.
O major Pablo, do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, revelou que a área destinada às buscas é impressionante, correspondendo a cerca de 400 campos de futebol. Para otimizar as operações, as equipes utilizam um aplicativo de geolocalização que registra cada local percorrido, garantindo um controle mais rigoroso sobre os trajetos realizados durante a busca.
Divisão do Terreno e Táticas de Busca
O terreno foi organizado em 45 quadrantes, com cada equipe responsável por uma seção específica. Enquanto algumas equipes percorrem trilhas principais, outras se aventuram em áreas de mata densa e de difícil acesso. Esta estratégia tem sido importante para assegurar que nenhuma área seja negligenciada. Voluntários têm se juntado aos esforços, aumentando a força de trabalho e a determinação de encontrar as crianças.
A Dor da Espera: Mãe Fala sobre o Sumiço dos Filhos
Clarice Cardoso, mãe das crianças desaparecidas, compartilhou sua angústia ao falar sobre a situação. “Só espero que encontrem meus filhos. Se alguém os pegou, quero saber quem foi e por quê. Essa preocupação não sai da minha cabeça”, desabafou ela. A mãe revelou que as buscas já foram feitas em várias localidades, mas até o momento não surgiram pistas que levem a um resultado positivo.
A tensão emocional na família é palpável. Clarice teve dificuldades para dormir e até precisou de medicação para conseguir descansar. “Tem sido muito complicado. Não consigo comer, não consigo dormir. É uma dor que não desejo para ninguém”, confessou, visivelmente abalada.
O Papel da Avó e o Impacto Familiar
A avó das crianças, Francisca Cardoso, também expressou sua preocupação. A dor da família tem se intensificado, especialmente no final da tarde, quando a expectativa de notícias se mistura com o medo de que não haverá um reencontro. “A dor é muito forte. A cada dia que passa, a situação se torna mais difícil para todos nós”, lamentou.
Desaparecimento e Encontros Recentes
As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro, enquanto brincavam em uma área de mata no Quilombo de São Sebastião dos Pretos. Três dias após o sumiço, Anderson Kauã, de 8 anos, que também estava no local, foi encontrado em estado debilitado, sem roupas e desorientado. Atualmente, ele está internado no Hospital Geral de Bacabal, recebendo cuidados médicos e apoio psicológico.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, confirmou que exames realizados em Kauã descartaram a possibilidade de violência sexual. O menino continua sendo cuidado por profissionais especializados em saúde mental, considerando seu diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA).
Investigações em Andamento
Com a força-tarefa envolvendo mais de 600 agentes de segurança e voluntários, as investigações seguem firmes. O delegado-adjunto de Apoio Operacional, Éderson Martins, informou que a principal linha de investigação continua sendo o desaparecimento das crianças, embora outras possibilidades também estejam sendo consideradas pela Polícia Civil.
Força-tarefa Multidisciplinar
A operação recebeu reforços recentemente e agora conta com uma vasta mobilização, incluindo policiais civis, militares, bombeiros, e membros do Exército Brasileiro. A força-tarefa se mantém ativa 24 horas, utilizando tecnologia de ponta, como drones com câmeras térmicas, para auxiliar nas buscas em áreas de difícil acesso.
Segundo o tenente-coronel Marcos Bittencourt, essas tecnologias são essenciais, uma vez que o terreno se caracteriza por vegetação densa e terrenos alagados. “É uma situação adversa. O ambiente é inóspito e desafiador, mas seguimos firme na busca”, afirmou o comandante da PM-MA, coronel Wallace Amorim.
