Aproximando Indústrias e Sociedade
SÃO LUÍS – Uma comitiva da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e do Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (CIEMA) realizou uma visita técnica ao terminal de celulose operado pela Suzano, localizado no Porto do Itaqui. Esta ação faz parte do projeto Conhecendo a Indústria, iniciativa que visa estabelecer um diálogo entre lideranças empresariais, investidores, representantes do poder público e a comunidade sobre as operações industriais estratégicas no Maranhão. O presidente do CIEMA e vice-presidente executivo da FIEMA, Cláudio Azevedo, esteve presente para representar o presidente Edilson Baldez.
Durante a visita, diretores da federação, presidentes de sindicatos patronais, empresários e técnicos do SESI e SENAI tiveram a oportunidade de conhecer a infraestrutura do Terminal de Celulose de Itaqui (Itacel), que possui uma capacidade de armazenamento de 74 mil toneladas de celulose. Além disso, o Berço 99 do Porto do Itaqui é utilizado preferencialmente pela Suzano para operações de embarque voltadas ao mercado internacional. O terminal faz parte da estratégia logística da empresa no estado, com um volume médio de embarques de 14 mil toneladas por dia e uma movimentação mensal de aproximadamente 3,5 navios, conectando a produção da fábrica em Imperatriz ao cenário global.
Impacto Econômico da Suzano no Maranhão
Cláudio Azevedo destacou a relevância da presença da Suzano para a economia maranhense, afirmando: “A Suzano é a maior produtora de celulose do mundo e está instalada aqui no Maranhão, o que nos enche de orgulho. Essa indústria tem desempenhado um papel crucial na transformação da realidade econômica de Imperatriz e da região tocantina, contribuindo significativamente para o fortalecimento dos indicadores econômicos do estado.”
Azevedo também ressaltou que o projeto Conhecendo a Indústria, apoiado pela Federação, busca criar uma maior conexão entre o setor industrial e a sociedade. Por meio de visitas técnicas, encontros institucionais e a apresentação de dados estratégicos sobre a economia local, o intuito é ampliar o conhecimento sobre a base industrial do Maranhão e abrir oportunidades para empresários e autoridades conhecerem de perto as indústrias do estado.
A iniciativa visa destacar o papel da indústria maranhense no desenvolvimento regional, enfatizando investimentos, inovação, sustentabilidade e as oportunidades de negócios que surgem a partir das operações instaladas na região.
Recepção e Logística no Terminal
A comitiva foi recebida por diversos executivos da Suzano, incluindo Camila Caldas, analista de logística do Itacel, e Leonardo Pinheiro, consultor de relações corporativas. Leonardo enfatizou a satisfação em receber a diretoria da FIEMA e do CIEMA nas instalações do Porto do Itaqui, ressaltando a importância da localização para a exportação da celulose produzida em Imperatriz.
A Suzano opera no Maranhão com uma fábrica em Imperatriz, que começou a ser construída em 2011 e possui uma capacidade produtiva de 1,75 milhão de toneladas de celulose e 60 mil toneladas de tissue anualmente. A empresa mantém também 240 mil hectares de áreas de plantio de eucalipto e 357 mil hectares destinados à conservação ambiental, além de 53 mil hectares voltados a outros usos, integrando pequenos e médios produtores rurais à cadeia produtiva. Desde a chegada da Suzano à região, houve um aumento de 71% no PIB per capita de Imperatriz, tornando o município um dos maiores exportadores do Maranhão.
Visita como Fonte de Inspiração
Adênio Queiroga, presidente do Sindigraf-MA, ressaltou que a visita ao terminal proporciona uma visão mais clara sobre a origem da matéria-prima utilizada pelo setor gráfico no estado. “A Suzano já é uma fornecedora do nosso setor e é extremamente importante conhecer pessoalmente um produto que utilizamos diariamente. Fiquei impressionado com a magnitude e o potencial da operação”, declarou.
A empresária Jussara Gaspar, atuando no setor de alimentos, também comentou sobre a relevância da visita para conectar pequenos empreendedores à realidade das grandes operações industriais no Maranhão. “O apoio da FIEMA em trazer empresários iniciantes para conhecer uma estrutura desse porte é fundamental, pois ninguém começa grande, todos têm seu início. É inspirador saber que temos uma operação desse nível instalada aqui e que muitos ainda desconhecem”, destacou.
Com mais de um século de atuação no Brasil, a Suzano se estabelece como líder global na produção de celulose de fibra curta, abastecendo mais de 100 países. A empresa conta com 12 fábricas, uma joint operation (Veracel), 28 centros de distribuição, quatro centros de tecnologia e quatro portos, além de uma produção anual aproximada de 13,4 milhões de toneladas de celulose. Em 2025, a Suzano registrou receita líquida próxima de R$ 50 bilhões.
Integraram a comitiva que visitou o terminal da Suzano no Itaqui os diretores da FIEMA, Cláudio Azevedo, Pedro Robson Costa, Leonor Carvalho, Tânia Miyake, João Batista Rodrigues, Francina Andrade, Adênio Queiroga e Osvaldo Pavão.
