Proposta para retomar atividades culturais em Caxias do Sul
A vereadora Marisol Santos (PSDB) apresentou uma alternativa para garantir a retomada das atividades do Coro Municipal, da Orquestra Municipal de Sopros e da Companhia Municipal de Dança de Caxias do Sul. A proposta consiste na antecipação da devolução de R$ 750 mil do orçamento da Câmara de Vereadores ao Executivo, destinados exclusivamente para custear os corpos artísticos da cidade.
Reunião define encaminhamento com representantes culturais
O encaminhamento foi discutido na segunda-feira (27), em reunião entre Marisol e o presidente do Legislativo, Wagner Petrini, com a participação de representantes do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC), da Associação Caxiense de Teatro (ACAT), além dos grupos artísticos beneficiados. A mobilização surge após a Prefeitura suspender temporariamente ensaios e apresentações dos três grupos, motivada pela necessidade de contenção de despesas e pela falta de garantia no pagamento dos jetons dos artistas. Essa suspensão impacta mais de 70 profissionais, entre músicos, cantores e bailarinos.
Experiência anterior reforça viabilidade da medida
Durante o encontro, Marisol ressaltou que a antecipação dos recursos é uma medida viável, lembrando que o Legislativo adotou procedimento semelhante em 2024, quando ela presidia a Câmara. Naquela ocasião, em meio às enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul, foi antecipada a devolução de R$ 1 milhão ao Executivo para ações emergenciais de atendimento à população. A parlamentar destacou que essa iniciativa não comprometeu o equilíbrio financeiro da Casa, que ao final daquele ano devolveu R$ 16 milhões à Prefeitura, incluindo o valor antecipado durante a crise climática.
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Alternativa para garantir continuidade dos corpos artísticos
“Quando presidi a Câmara, mostramos que é possível antecipar recursos diante de uma situação urgente, sem comprometer a organização financeira nem a devolução prevista para o encerramento do ano. Agora, temos novamente uma demanda concreta e uma alternativa para garantir que músicos, cantores e bailarinos retomem seus trabalhos”, afirmou Marisol. A proposta já havia sido defendida pela vereadora durante o debate sobre a paralisação dos corpos artísticos e agora busca avançar nos trâmites institucionais para assegurar o repasse exclusivo para a cultura.
Além da solução emergencial, busca por financiamento estável
Marisol enfatizou que a discussão ultrapassa a urgência imediata e defendeu a criação de um modelo permanente de financiamento para os grupos artísticos do município. “Não estamos falando apenas de apresentações interrompidas. Estamos falando de profissionais, projetos formativos, patrimônio cultural e acesso da comunidade à arte. A antecipação pode oferecer uma resposta imediata, mas também precisamos construir financiamento estável e planejamento para que os corpos artísticos não voltem a enfrentar essa insegurança. Cultura não pode ser tratada como algo descartável”, concluiu a vereadora.
