Desmistificando a Polarização Política
Em entrevista recente, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, expôs suas reflexões sobre a polarização política que marca o Brasil, especialmente entre as figuras de Lula e Bolsonaro. Zema, que se coloca como candidato à Presidência, acredita que existe um cansaço generalizado do eleitorado em relação ao extremismo e à radicalização. ‘O brasileiro está farto desse clima de ‘eu sou certo e o outro é errado’. Isso tem um limite. As pessoas estão em busca de novos ares na política’, afirmou.
Questionado se se considera uma alternativa viável à polarização, Zema reconheceu que está mais alinhado ao pensamento de Bolsonaro, mas destacou que não se vê como uma cópia do ex-presidente. ‘No espectro político, sou considerado mais à direita, mas estou longe da idolatria. Acredito que a política deve ser pautada por debates e ideias, não por seguimentos cegos’, observou.
Espaço para uma Terceira Via
O governador também fez uma análise sobre o seu público-alvo, afirmando que, embora haja similaridades com o eleitor de Flávio Bolsonaro, existem também aqueles que rejeitam tanto o petismo quanto o bolsonarismo. ‘Sempre haverá espaço para um terceiro nome’, disse Zema, ressaltando que a diversidade de candidatos pode fortalecer a direita nas eleições. Ele se mostrou otimista, afirmando que cada candidato tem o potencial de agregar votos e que, no segundo turno, todos devem se unir em prol do que for mais viável.
Quando questionado sobre o cenário de candidaturas à Presidência, o governador confirmou sua intenção de levar sua pré-candidatura até o final. ‘Temos propostas diferentes e um histórico de gestão que fala por si só. Em Minas, conseguimos reverter uma situação crítica com inovação e eficiência, e isso pode ser replicado em nível nacional’, defendeu.
Posições sobre Indulto e Relações Políticas
Sobre a possibilidade de conceder indulto a Jair Bolsonaro, Zema reafirmou sua posição, argumentando que é hora de passar uma borracha nas tensões políticas. ‘O episódio que envolveu Bolsonaro foi tratado de forma desproporcional. O que ocorreu foram tentativas de insurreição que não resultaram em violência real’, disse. Ele também expressou interesse em visitar o ex-presidente, destacando a importância do diálogo entre os políticos de direita.
Questionado sobre a formação de alianças políticas fora de Minas, Zema afirmou que o partido Novo já está se esforçando para formar parcerias. Ele se propôs a intensificar esses esforços, lembrando que, em 2022, conseguiram unir forças com nove partidos para as eleições estaduais.
Desafios e Críticas sobre Gestão
O governador enfrentou críticas em relação ao uso de aeronaves oficiais em compromissos que coincidiam com sua pré-campanha. Zema defendeu sua posição, explicando que utiliza a estrutura do governo de maneira econômica e responsável. ‘Houve um caso específico em que eu precisava chegar a um evento e a aeronave me ajudou a cumprir essa agenda’, argumentou, reforçando seu compromisso com a eficiência no uso dos recursos públicos.
Além disso, Zema comentou sobre sua visão a respeito das regiões Sul e Sudeste, que ele já havia mencionado como ‘carregadoras do Brasil’. Ele reiterou que essas regiões têm características que podem ser replicadas em outras partes do país, enfatizando a necessidade de uma federação forte e colaborativa entre os estados.
Visão sobre Privatizações e Eficiência Estatal
Em resposta a questões sobre privatizações, o governador afirmou ser favorável à venda de estatais, defendendo que o setor privado pode operar com mais agilidade e eficiência. ‘A privatização é uma solução que deve ser considerada, pois o Estado não deve se envolver diretamente em atividades que pode deixar para a iniciativa privada’, finalizou. Zema acredita que ações rápidas são necessárias para resolver as questões mais urgentes do país, como a infraestrutura e a segurança.
