Saldo Positivo no Emprego Formal
O Maranhão registrou um acréscimo de 1.430 empregos com carteira assinada em março de 2026, de acordo com os dados do Novo Caged, divulgados na última quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Dentre os cinco principais setores da economia, dois obtiveram resultados positivos durante o período analisado.
O setor de Serviços foi o grande protagonista na geração de novas oportunidades, com a criação de 2.200 postos de trabalho. Em segundo lugar, a Construção civil se destacou com a adição de 223 empregos. Entretanto, os setores da Indústria, Agropecuária e Comércio apresentaram resultados desfavoráveis, com perdas de 88, 144 e 761 vagas, respectivamente.
Desempenho Municipal
Na análise das cidades, São Luís se destacou como a líder na criação de empregos formais, somando 874 novas vagas. Outros municípios que se sobressaíram foram Bacabal, com 365 postos, Passagem Franca, que gerou 148, e Paço do Lumiar, com 131 novas oportunidades.
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Gênero e Faixa Etária
As mulheres foram responsáveis pela maior parte das novas admissões, contabilizando 1.046 postos, enquanto os homens registraram 384 contratações líquidas. Quando analisamos a faixa etária, a maioria das contratações foi de jovens entre 18 e 24 anos, somando 1.387 novas vagas. No que diz respeito à escolaridade, os trabalhadores com ensino médio completo foram os mais contratados, ocupando 1.010 postos.
Panorama Nacional
No cenário brasileiro, o mercado de trabalho formal teve um saldo positivo de 228.208 vagas em março de 2026, resultado de 2,52 milhões de admissões e 2,29 milhões de desligamentos. Com isso, o Brasil acumula 613.373 novos empregos no primeiro trimestre do ano.
Nos últimos 12 meses, de abril de 2025 a março de 2026, foram criados 1,21 milhão de empregos formais, totalizando 49,08 milhões de vínculos. Isso representa um crescimento de 2,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
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Desempenho dos Estados
Das 27 unidades da federação, 24 apresentaram saldos positivos em março. Os maiores destaques foram São Paulo, com 67.876 novas vagas, seguido por Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914). Por outro lado, os estados de Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338) enfrentaram perdas.
Em termos proporcionais, o Acre foi o estado que mais cresceu na geração de empregos formais, com um aumento de 0,92%, seguido de perto por Roraima (0,88%) e Piauí (0,86%).
Desempenho Setorial Nacional
No âmbito nacional, quatro dos cinco principais setores econômicos apresentaram desempenhos positivos. O setor de Serviços liderou a criação de empregos, adicionando 152.391 vagas, impulsionado por atividades relacionadas a administração, educação e saúde. A Construção civil gerou 38.316 postos, enquanto a Indústria criou 28.336 novas vagas. O Comércio também teve um saldo positivo, com 27.267 empregos novos. Já a Agropecuária registrou uma queda de 18.096 postos.
Perfil das Vagas e Salários
Analisando o perfil das contratações, observou-se um saldo positivo tanto para mulheres (132.477 vagas) quanto para homens (95.731). Jovens com até 24 anos representaram 72,6% das novas admissões ao longo do mês. Em termos de escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo foram os mais procurados, preenchendo 183.037 vagas, seguidos por pessoas com nível superior (23.265).
Em relação aos salários, o valor médio de admissão em março foi de R$ 2.350,83, apresentando uma leve queda de 0,7% em comparação a fevereiro. Contudo, na comparação com março de 2025, houve um aumento de 1,8%. No segmento de trabalhadores típicos, a média salarial foi de R$ 2.397,89, enquanto os trabalhadores não típicos receberam, em média, R$ 2.019,09.
