A Capacitação em Saúde Mental na Atenção Primária
O Governo do Maranhão, por meio da Escola de Saúde Pública (ESP-MA), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), lançou em Imperatriz a 2ª edição do Curso de Formação em Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde (APS). Este programa, destinado a profissionais da Região Macro Sul, aconteceu nas dependências da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) e contou com a participação de representantes de 40 municípios. A ação reforça o compromisso do governador Carlos Brandão em qualificar os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e melhorar a assistência prestada à população.
Com uma carga horária total de 60 horas e um formato híbrido, o curso incluiu atividades presenciais realizadas entre os dias 13 e 17 de abril, além de encontros virtuais e o desenvolvimento de atividades práticas. O objetivo da capacitação é fortalecer o atendimento em saúde mental no âmbito da Atenção Primária, reconhecida como a principal porta de entrada do sistema de saúde.
“A qualificação em saúde mental na Atenção Primária é essencial para fortalecer o SUS nos territórios. Nosso intuito é preparar os profissionais para que ofereçam um cuidado mais integral, humanizado e integrado a toda a rede, assegurando um melhor atendimento à população e também promovendo a saúde dos próprios trabalhadores”, afirmou Andréa Monteiro, coordenadora do setor de Educação em Saúde da ESP.
Descentralização e Acesso ao Conhecimento
A formação também representou um passo importante na descentralização das ações de educação em saúde no estado. Anteriormente concentradas na capital, as capacitações agora alcançam o interior, aumentando o acesso ao conhecimento e fortalecendo as equipes locais. A primeira edição do curso ocorreu na região metropolitana de São Luís.
Durante as atividades, os participantes debateram temas relevantes, como o papel da Atenção Primária no cuidado em saúde mental, a articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), a organização dos fluxos assistenciais e a gestão do cuidado nos territórios. O intuito era integrar os serviços e superar práticas fragmentadas, garantindo um atendimento mais humano, contínuo e eficiente.
A qualificação também se configurou como um espaço de autocuidado para os trabalhadores da saúde. Jennifer Tamara, técnica de enfermagem de Ribamar Fiquene, enfatizou a importância da formação à luz do crescente número de casos de ansiedade, depressão e outros transtornos, principalmente entre adolescentes. “Precisamos cuidar da nossa saúde mental para que possamos cuidar dos outros. No nosso cotidiano, absorvemos muitas demandas dos pacientes”, declarou.
Relevância da Qualificação Pós-Pandemia
A necessidade de capacitação em saúde mental se tornou ainda mais premente após a pandemia, que aumentou significativamente a demanda por atendimento nesta área. Nesse contexto, preparar os profissionais para lidar adequadamente com esses casos é fundamental para garantir um cuidado mais resolutivo e integrado.
Coordenada pela Escola de Saúde Pública (ESP), a iniciativa almeja impactar diretamente os indicadores de saúde, promovendo maior acesso aos serviços e fortalecendo a rede de atenção nos territórios. A expectativa é que os profissionais capacitados contribuam para a organização do cuidado em saúde mental nos municípios, ampliando a resolutividade da Atenção Primária e assegurando um atendimento integral à população.
