Formação e valorização cultural no Pontão Família Oruan
O Pontão de Cultura Família Oruan, localizado na Vila Verde, em Caxias do Sul, iniciou uma nova etapa focada no fortalecimento das lideranças culturais e na valorização dos Povos Tradicionais de Terreiro. Reconhecido como o primeiro Pontão de Cultura Viva da Serra gaúcha e certificado pelo Ministério da Cultura em outubro de 2025, o espaço é dedicado à preservação dos saberes ligados à matriz africana e às comunidades de terreiro.
Segundo o coordenador Nado de Oxalá, o ponto de cultura assume um papel político importante ao concentrar sua atuação nas comunidades tradicionais: “Nosso tema é povos e comunidades tradicionais, porque esse é o nosso fundamento. Nós fazemos cultura de matriz africana e de povos de terreiro“. A proposta do Pontão alia videoaulas, encontros virtuais e atividades presenciais para ampliar o alcance da formação.
Programação híbrida e acesso aberto ao conteúdo
Mesmo com as vagas da formação esgotadas, as produções do Pontão Família Oruan ficam disponíveis para toda a comunidade no Portal de Saberes e no canal do YouTube, com acesso livre, embora sem certificação. O próximo módulo abordará os Segmentos da Cultura Viva, com aulas ministradas por Mãe Juçara de Yemojá, liderança cultural do Rio de Janeiro, disponíveis a partir de 20 de julho, e encontro virtual marcado para 29 de julho às 19h.
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“Nosso objetivo é conectar essas experiências, fortalecer as lideranças e ampliar o acesso às políticas públicas, respeitando as trajetórias e os saberes de cada comunidade”, explica Nado de Oxalá. A programação segue até março de 2027, com seminários que envolvem temas como redes e cultura de paz, afrocosmologia, letramento racial, criação de portfólio, gestão cultural e sustentabilidade, sempre unindo teoria e prática para apoiar as lideranças locais.
O papel dos Pontões de Cultura Viva no Rio Grande do Sul
Os Pontões de Cultura Viva desempenham uma função política e de articulação entre os diversos pontos culturais das cidades, facilitando o diálogo com os gestores públicos. Eles representam um elo fundamental para o fortalecimento da Política Nacional Cultura Viva no Rio Grande do Sul, que valoriza a cultura de base comunitária com foco em autonomia, protagonismo e empoderamento da sociedade civil.
O programa abrange iniciativas ligadas à economia solidária, produção cultural urbana e periférica, cultura digital, popular, além de comunidades indígenas, quilombolas e de matriz africana. Também contempla diversas linguagens artísticas como artesanato, música, artes cênicas, artes visuais, cinema, circo e literatura.
No Rio Grande do Sul, existem mais de 654 pontos de cultura certificados pelo Ministério da Cultura, distribuídos em 150 municípios, demonstrando a diversidade e riqueza cultural da região.
