Avanço nas investigações do desaparecimento em Bacabal
Clarice Cardoso, mãe das crianças Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, que desapareceram em Bacabal, Maranhão, no dia 4 de janeiro, revelou uma novidade importante no caso. A mãe falou sobre essa atualização logo após receber uma ligação dos investigadores responsáveis pelo desaparecimento dos filhos.
Junto com os irmãos, desapareceu também o primo Anderson Kauã, de oito anos, que foi encontrado três dias depois e está em segurança com a família. No entanto, Ágatha e Allan não foram localizados até o momento, e nenhum vestígio físico, como roupas ou objetos pessoais, foi encontrado nas buscas intensas realizadas na região.
Esforço coletivo nas buscas e novas estratégias
Mais de mil pessoas participaram das buscas, entre voluntários, policiais, bombeiros, Exército e Marinha, com o apoio tecnológico de drones, cães farejadores e sonar. Apesar dos recursos, os investigadores consideram pouco provável que as crianças estejam na floresta, levantando a hipótese de que alguém possa tê-las levado.
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Clarice revelou que as investigações passaram a contar com o apoio da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). Segundo ela, a polícia está analisando imagens de câmeras em portos e aeroportos ao redor do mundo para tentar localizar os filhos. “Agora eles vão passar para outra parte, que é passar para a Interpol e para ver se tem uma notícia aí das crianças, se passaram por algum ponto, né? Que tenham câmeras”, explicou.
Desabafo e esperança após cinco meses do desaparecimento
Ao completar cinco meses do desaparecimento dos filhos, Clarice desabafou sobre a dor da espera e a força necessária para seguir em frente. “Cinco meses. É difícil né? Continuar sabendo que eu não tenho notícias dos meus filhos, do que realmente aconteceu né? Mas eu permaneço firma na fé, esperança de que Deus vai trazer a resposta para mim, não só para mim, mas para vocês também que estão acompanhando desde o começo”, contou.
Ela também explicou a decisão de voltar a trabalhar para cuidar do primogênito André, ressaltando a necessidade de estar forte para a família. “Hoje eu tenho duas opções: ou ficava dentro de casa naquela cama. Me acabando… ou eu sigo minha vida. É difícil, mas eu tenho o André lá em casa que precisa de mim”, relatou.
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Fonte: ctbanews.com.br
Clarice agradeceu o apoio que tem recebido e falou sobre a expectativa pela volta das crianças: “Meus filhos precisam de mim, eles precisam que eu esteja forte para que quando eles forem encontrados eu esteja firme para cuidar deles. Eu recebi muitas mensagens falando: Clarice, você tem que estar forte, não desiste. Eu jamais desisti. Chegou a um ponto sim, de eu quase querer desistir da minha vida, mas eu pedi força para Deus, pedi uma direção, que ele abrisse portas para mim, para eu conseguir né? Viver minha vida. E apareceu o Gerson (agente publicitário) e eu aceitei o convite dele. Quero agradecer demais o Gerson por esse convite”.
