Ministério da cultura em Ação na Gamescom Latam 2026
Na última quinta-feira (29), a secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), Joelma Gonzaga, marcou presença na abertura da gamescom latam 2026, realizada em São Paulo. Durante a cerimônia, ela anunciou a nova categoria de Melhor Arte, que premia os melhores games independentes. A agenda do dia incluiu visitas a estandes, participação em painéis e articulações com gestores, empresas do setor e criadores de conteúdo, reforçando a presença do Ministério no evento.
Essa agenda é parte do desenvolvimento do Marco Legal dos Games, uma iniciativa do MinC voltada para criar diretrizes que favoreçam o crescimento sustentável da indústria de jogos digitais. O objetivo é não apenas aumentar investimentos, mas também fomentar a diversidade regional e impulsionar a internacionalização da produção brasileira. Nesse contexto, o MinC se posiciona como um elo central para estabelecer um ambiente regulatório que reconhece os jogos como uma linguagem cultural rica e um vetor econômico promissor.
Durante a abertura, Gonzaga enfatizou o papel vital da indústria de games, ressaltando sua capacidade de gerar empregos e inovação, além de sua relevância no diálogo com outras plataformas audiovisuais contemporâneas. “Estamos no terceiro ano de participação do Ministério da Cultura na Gamescom, reafirmando o compromisso do Governo do Brasil com o setor de games. Participamos de painéis, dialogamos com o mercado e lideramos a reunião do grupo de trabalho interministerial que constrói o Marco Legal dos Jogos Eletrônicos. Esse é um passo fundamental para colocar os games no centro das políticas públicas e fortalecer o Brasil não só como consumidor, mas como produtor no cenário global,” informou a secretária.
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Reconhecimento da Arte nos Jogos
A nova categoria de Melhor Arte destacou produções que chamaram a atenção pelo visual e pela narrativa, refletindo a diversidade estética dos jogos atuais. O prêmio foi concedido ao jogo “Mummy Troll: Winter World”, desenvolvido pelo estúdio norueguês Hypergames. Ao todo, 81 jogos foram selecionados para a fase final, com 28 títulos da América Latina, incluindo produções do Brasil, Argentina, México, Colômbia, Costa Rica e Uruguai. Os jogos brasileiros A.I.L.A e Capote também foram reconhecidos nas categorias de melhor jogo brasileiro e multiplayer, respectivamente.
A abertura do evento no Palco Journey trouxe à tona discussões sobre o crescimento da indústria de games no Brasil e a colaboração entre o setor público e a iniciativa privada. O CEO da Gamescom Latam, Gustavo Steinberg, destacou a mudança de paradigma do Brasil, que está se transformando de um simples consumidor de jogos para um importante produtor. “O Brasil é o maior consumidor de games da América Latina e nós queremos que ele venha a ser também um dos maiores produtores do mundo”, afirmou Joelma Gonzaga.
Um Mercado em Expansão
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A gamescom latam não é apenas um espaço de celebração, mas também um ambiente propício para negócios. Na edição do ano passado, o evento movimentou mais de US$ 150 milhões em rodadas de negócios. Em 2026, o evento superou as expectativas de participação B2B, contando com mais de mil empresas e representantes de mais de 60 países, evidenciando o potencial do mercado.
Rodrigo Terra, presidente da Abragames, destacou a importância do momento atual para tornar o Brasil uma referência internacional em jogos. “Nossa missão é fazer com que o Brasil, além de ser um dos cinco maiores consumidores de games do mundo, também esteja entre os cinco principais produtores”, declarou. No Palco Connect, a Abragames apresentou um panorama do ecossistema nacional, abordando conquistas e desafios, com ênfase na regulamentação do Marco Legal dos Games.
Transformando Visões em Realidade
A diretora da Abragames, Raquel Gontijo, destacou que o Marco Legal vai além de um simples documento jurídico, representando um reconhecimento do setor de games. “É um reconhecimento que muda o patamar do que estamos tratando”, comentou. A importância de transformar essa legislação em resultados tangíveis foi reiterada por Terra, que pediu que o Marco Legal se torne uma lei efetiva, capaz de garantir segurança jurídica e condições reais para o desenvolvimento do setor.
A mesa de discussões também alertou que o Brasil está assumindo um papel mais ativo nas discussões globais, deixando de “pedir licença” para existir e passando a ocupar espaços de decisão. Raquel enfatizou essa nova postura, que traz uma perspectiva animadora para o futuro.
Experiência Interativa
Além das discussões e painéis, o Ministério da Cultura também trouxe uma dimensão interativa para a gamescom latam, convidando o público a vivenciar os jogos como expressão cultural. O estande propôs uma dinâmica em que uma pessoa jogava enquanto a outra criava os efeitos sonoros, ampliando a compreensão sobre os elementos que compõem a experiência audiovisual dos jogos. Essa iniciativa foi elogiada pelos visitantes, que destacaram o caráter imersivo e afetivo da atividade. O engenheiro Flávio Rocha, por exemplo, relatou uma conexão emocional com a proposta, especialmente ao ver o Super Nintendo, um marco de sua infância. “Achei sensacional”, comentou.
