Compromissos Culturais em Pequim
Em uma missão oficial à China, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, deu início a sua agenda em Pequim nesta segunda-feira (27). A visita é parte das atividades preparatórias para o Ano Cultural Brasil-China 2026 e visa consolidar a cooperação cultural entre os dois países. Durante sua estadia, a ministra participa de uma série de encontros institucionais e eventos artísticos que visam fortalecer as relações bilaterais.
Acompanhada de uma delegação brasileira, incluindo o presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Leonardo Lessa, Margareth se reuniu com o ministro da Cultura e Turismo da China, Sun Yeli. Um dos principais temas abordados na reunião foi o turismo cultural, considerado uma dimensão essencial para promover a aproximação entre os povos brasileiro e chinês. A ministra destacou a importância da cooperação cultural bilateral como um caminho para um entendimento mais profundo.
A Arte Como Conector Cultural
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Outro ponto central da conversa foi o Ano Brasil-China, que foi descrito por Margareth Menezes como uma oportunidade ímpar para os chineses conhecerem a riqueza da cultura brasileira. A ministra enfatizou que as atividades programadas para o ano de 2026 irão apresentar uma diversidade de artistas brasileiros e suas produções, ressaltando a importância da arte como vetor de colaboração e entendimento entre as duas nações.
“A cultura deve ser vista como um agente de harmonia e promoção da paz social. O Brasil e a China têm um grande potencial para contribuir nesse sentido”, afirmou a ministra, reforçando o papel da cultura na construção de laços mais solidificados entre os povos.
Visitas a Locais Icônicos
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Ainda nesta segunda-feira, Margareth Menezes visitou a embaixada do Brasil na China, onde foi recebida pelo embaixador Marcos Bezerra Abbott Galvão. Essa interação foi mais um passo para aprofundar a comunicação e os laços diplomáticos entre os dois países.
Além disso, a programação cultural incluiu uma visita ao Templo Lama, um dos mais significativos templos budistas do Tibete fora da região tibetana. Construído no século 17, o complexo apresenta uma fusão de estilos arquitetônicos chineses e tibetanos, com diversas estátuas, murais e objetos sagrados do budismo lamaísta. Originalmente um palácio da dinastia Qing, o local se transformou em um importante centro religioso ao longo dos anos.
Última Parada no Centro Nacional de Artes Performáticas
A última parada da comitiva da ministra foi no National Centre for the Performing Arts (NCPA), uma referência nas artes cênicas da China. Acompanhada do presidente do NCPA, Wang Ning, Margareth pôde explorar as instalações do complexo, inaugurado em 2007, que abriga teatros de ópera, concertos e espetáculos dramáticos, além de áreas de exposições.
“Uma casa de arte e cultura é como um templo sagrado. E vejo o valor que se dá às artes aqui. O que podemos levar dessa missão é essa ponte que, por meio da arte e da cultura, podemos fortalecer”, observou Margareth, refletindo sobre a importância do intercâmbio cultural.
