Uma Celebração da Cultura Afro-Brasileira
A Prefeitura de Imperatriz promoveu na última quarta-feira (22) a cerimônia de encerramento e premiação do 16º Concurso e Exposição de Desenhos Afro 2026. Este evento, que já se tornou uma tradição, visa valorizar a cultura afro-brasileira e reconhecer o talento dos estudantes da rede pública de ensino. A atividade foi realizada pela Coordenação de Educação para a Equidade Racial (CEIRI), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), destacando o papel fundamental da educação na promoção da equidade racial.
Com 16 anos de trajetória, o concurso e a exposição têm se consolidado como iniciativas educacionais importantes, incentivando reflexões sobre temas como equidade racial, identidade e justiça social por meio da arte. Nesta edição, aproximadamente 42 escolas, tanto da rede municipal quanto da estadual, participaram, totalizando cerca de 8 mil votos registrados. Dentre elas, 20 escolas avançaram para a fase final, sendo 12 da rede municipal e 8 da estadual, o que demonstra o comprometimento do município com uma educação inclusiva e antirracista.
Premiação: Honrando o Talento e a Diversidade
A premiação reconheceu estudantes em diferentes categorias, incluindo Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio e Pessoa com Deficiência (PCD). Os trabalhos abordaram importantes temáticas, como “Planeta em jogo: copa, racismo e justiça climática” e “Protagonismo: releituras e recolocação da população negra no centro das narrativas”.
Entre as escolas municipais que se destacaram estão: Madalena de Canossa, Escola Bilíngue para Surdos Professor Telasco Pereira Filho, Maria Evangelista de Sousa, Santa Laura, Sebastião Archer, Santos Dumont, Santa Maria, São Francisco, Tocantins, Domingos Moraes e Afonso Pena. Já nas escolas estaduais, destacam-se: CE Francisco Alves II, CE Governador Archer, CEM Caminho do Futuro, IEMA Imperatriz, CE Urbano Rocha, CE Professor Edinan Moraes, CEM Mourão Rangel e CEM Rio Amazonas.
Reflexões sobre o Racismo e a Educação
Segundo Giseuda Costa, coordenadora do setor de Promoção da Equidade Racial da SEMED, o concurso possui uma relevância histórica e pedagógica notável, além de contar com uma forte adesão das escolas do município. “Neste ano, a SEMED participou com 21 trabalhos, tanto da zona rural quanto da zona urbana. Trabalhamos para fortalecer as relações étnico-raciais nas escolas, em conjunto com os professores, abordando as temáticas das Leis 10.639 e 11.645, que tornam obrigatória a inclusão da cultura africana e afro-brasileira no currículo escolar. Os educadores têm realizado essa tarefa com empenho, e os alunos têm se engajado de forma ativa”, ressaltou.
Entre os principais resultados, estudantes da Rede Municipal de Ensino se destacaram ao conquistar o primeiro lugar em diferentes categorias: Ludmilla Lima Pereira, da Escola Municipal Madalena de Canossa (Ensino Fundamental I), com 381 votos; Rafaella Stephannye Oliveira Bonfim, da Escola Municipal Santa Laura (Ensino Fundamental II), com 298 votos; e Mácio Araújo dos Santos, da Escola Municipal Bilíngue para Surdos Professor Telasco Pereira Filho, que venceu na categoria Pessoa com Deficiência (PCD).
Vozes da Nova Geração
A premiação também proporcionou momentos emocionantes com os relatos dos estudantes vencedores, que transformaram suas experiências e reflexões sociais em arte. Um dos destaques foi Rafaella Stephannye Oliveira Bomfim, aluna do 9º ano B da Escola Municipal Santa Laura e vencedora da categoria Ensino Fundamental II. Seu desenho, que retrata o impacto do racismo na sociedade, foi inspirado em vivências pessoais. “Quis mostrar que o racismo aprisiona as pessoas emocional e fisicamente. Mesmo sem palavras, é possível sentir a dor. Este desenho representa a nossa sociedade, onde o racismo ainda ceifa muitas vidas. Estou muito feliz por essa conquista; significa muito para mim e para minha escola,” compartilhou Rafaella, visivelmente emocionada.
