Paolla Oliveira é a nova rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense
Paolla Oliveira será coroada neste sábado como a mais nova rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, em uma festa na quadra da escola, localizada em Ramos, Zona Norte do Rio de Janeiro. O evento, que terá uma tradicional feijoada, contará com a presença da cantora Iza, que ocupou o posto anteriormente, além de destaques de outras agremiações e shows de Jorge Aragão e Xande de Pilares. A Imperatriz mantém assim uma tradição de receber celebridades que exaltam seu samba e sua cultura.
O histórico de artistas à frente da bateria da Verde e Branco
Paolla não é a primeira famosa a assumir o posto de rainha da Imperatriz Leopoldinense. A relação entre a escola e artistas é antiga e carrega histórias marcantes. Iza, por exemplo, cresceu no bairro vizinho de Ramos, Olaria, e estreitou laços com a escola em 2019, quando foi convidada para ser rainha de bateria no carnaval seguinte.
Em suas redes sociais, a cantora relembrou que passava diariamente em frente à quadra da escola a caminho da escola Pio 11, sem imaginar que um dia faria parte da família Imperatriz. Iza assumiu o posto em 2020, no desfile que homenageou Lamartine Babo, e manteve a coroa até 2022, quando precisou se afastar devido a incompatibilidade de agenda. Contudo, voltou a desfilar à frente da bateria no carnaval mais recente, antes de se dedicar integralmente à maternidade da filha Nala, de 2 anos.
Em comunicado, Iza afirmou que viveu o posto com amor e verdade, despedindo-se com gratidão e ressaltando que sua nova fase não permitiria manter o mesmo compromisso com a escola e a comunidade. Ela estará presente na coroação de Paolla, mantendo seu vínculo com a Verde e Branco.
Outras rainhas famosas que marcaram a Imperatriz
Antes de Iza, Cris Vianna foi a última artista famosa a ocupar o posto na escola. Coroada em setembro de 2012, ela desfilou na Imperatriz no carnaval seguinte. Diferente da cantora, Cris já tinha experiência como rainha, já que em 2011 havia sido a majestade da bateria da Grande Rio.
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Ao assumir o posto, Cris enfrentou o desafio de substituir Luiza Brunet, que detinha o recorde de permanência como rainha da Imperatriz, com cinco anos consecutivos. A atriz reconheceu a importância da antecessora e destacou que cada desfile traz emoções renovadas, mesmo após várias edições.
Cris permaneceu no posto até 2017, quando saiu por conflitos de agenda entre sua carreira e os compromissos da escola. Essa trajetória foi marcada pela dedicação e pelo impacto que deixou na comunidade do samba.
Luiza Brunet, a rainha mais longeva da Verde e Branco
Luiza Brunet é referência na história da Imperatriz Leopoldinense. Além de passagens pela Portela e Beija-Flor, iniciou seu percurso na Verde e Branco em 1994, onde se tornou a rainha mais longeva, com 16 carnavais consecutivos. No total, soma 25 desfiles como rainha de bateria.
Durante sua permanência, a escola viveu um período de grande sucesso, conquistando um título logo na estreia e um tricampeonato entre 1999 e 2001. Em 1999, Luiza desfilou grávida, um marco para a tradição do carnaval. Seu último desfile pela Imperatriz foi em 2012, aos 50 anos. Mesmo após deixar o posto, manteve forte ligação com a escola, sendo homenageada no centenário da Imperatriz em 2017.
Luciana Gimenez e sua passagem pela Verde e Branco
Outra figura que também desfilou como rainha de bateria da Imperatriz foi a apresentadora Luciana Gimenez, que ocupou o posto em 2006 e 2007, período em que Luiza Brunet fez uma pausa. Luciana não tinha uma relação tão próxima com o carnaval das escolas e chegou a fazer aulas de samba para se preparar para os desfiles na Sapucaí.
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Após uma passagem discreta, ela deixou a escola quando Luiza Brunet manifestou publicamente o desejo de retomar a coroa. Essa troca reforça a importância da continuidade e do compromisso com a cultura do samba para a manutenção do posto de rainha.
O impacto das rainhas de bateria na cultura do samba
O papel das rainhas de bateria vai além do desfile. Elas representam a ligação entre a escola e a comunidade, atraem atenção para o samba e ajudam a fortalecer a identidade cultural das agremiações. A presença de celebridades como Paolla Oliveira, Iza, Cris Vianna, Luiza Brunet e Luciana Gimenez reforça o protagonismo das mulheres no carnaval e valoriza a tradição da Imperatriz Leopoldinense.
Ao assumir o posto, cada rainha traz sua história, desafios e contribuições, impactando diretamente os ritmistas e o público. Essa trajetória revela a importância da continuidade e da dedicação na preservação da cultura do samba carioca.
Com a coroação de Paolla Oliveira, a Imperatriz Leopoldinense inicia um novo capítulo, mantendo viva essa tradição que combina talento artístico, compromisso com a escola e celebração da cultura popular.
