Operação Serras Gerais III em Ação
Palmas/TO. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) deflagrou na última quinta-feira (5/3) a Operação Serras Gerais III. O principal objetivo da ação é desarticular o núcleo financeiro de uma organização criminosa que atua em diversos estados. As operações foram concentradas nas cidades de Goiânia/GO e Imperatriz/MA.
Esta fase da Operação Serras Gerais é a terceira de uma série de ações que têm como base análises financeiras do grupo criminoso. A investigação revelou o uso irregular de uma fintech, que estava operando sem a autorização do Banco Central, para realizar movimentações financeiras tanto no Brasil quanto no exterior.
De acordo com as apurações, o esquema envolve lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico, que se manifesta na aquisição de bens de luxo e no uso de empresas de fachada para movimentações financeiras de grandes valores com origem suspeita.
Empresas de Fachada na Mira da Justiça
Em Goiânia/GO, as investigações identificaram uma empresa que funcionava como intermediária na conversão de ativos financeiros relacionados ao tráfico aéreo de drogas. Essa empresa era administrada por sócios que possuem ligações diretas com o esquema, incluindo um deles que está cumprindo pena.
Na cidade de Imperatriz/MA, a ofensiva da FICCO/TO conseguiu identificar uma estrutura financeira que operava por meio de contas ligadas a um banco clandestino e uma empresa de fachada. Essa ação revelou a complexidade do esquema, que facilita a movimentação ilícita de grandes quantias de dinheiro.
Ao longo da operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em ambas as cidades, tendo a ação sido realizada com o suporte da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Tocantins, da DRACCO/PC/TO e da Polícia Civil de Goiás (PC/GO).
Consequências Legais para os Envolvidos
Os indivíduos envolvidos nas atividades da organização criminosa enfrentam a possibilidade de responder por diversos crimes, incluindo organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e fraude fiscal. A gravidade das acusações reflete a seriedade das operações de combate ao crime organizado realizadas pelas Forças de Segurança.
A FICCO/TO é composta por representantes da Polícia Federal, da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Polícia Penal do Tocantins. Esses órgãos atuam em conjunto sob a coordenação da Polícia Federal, visando fortalecer as investigações, a prevenção e a repressão de organizações criminosas que representam uma ameaça à ordem pública e à segurança da sociedade.
