A FICCO/TO desmantela núcleo financeiro de organização criminosa
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) deflagrou, nesta quinta-feira (5), a terceira fase da “Operação Serras Gerais III”. O principal intuito da operação é desarticular o núcleo financeiro de uma organização criminosa com atuação em diversos estados. As ações se concentraram em Goiânia, Goiás, e Imperatriz, Maranhão.
Esta etapa da operação é resultado de uma análise financeira aprofundada do grupo, que estava utilizando uma fintech para realizar suas movimentações financeiras tanto no Brasil quanto no exterior, sem a devida autorização do Banco Central.
As investigações revelaram um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro, ligado ao narcotráfico, que envolvia a compra de bens luxuosos e o uso de empresas de fachada para movimentações financeiras de origem suspeita.
Em Goiânia, foi identificada uma revenda de veículos, que funcionava como um meio para converter ativos financeiros do tráfico de drogas. Esta empresa operava em endereços inconsistentes, dificultando a fiscalização, e era gerida por sócios diretamente envolvidos no esquema, incluindo um indivíduo que cumpre pena.
No Maranhão, a operação atingiu a estrutura financeira controlada por dois irmãos, um empresário do setor da construção civil e um servidor público. Juntos, eles movimentaram, em um período de apenas 50 dias, a impressionante quantia de R$ 14,6 milhões. Esses valores foram movimentados por meio de contas conectadas a um banco clandestino e a uma papelaria de fachada.
Uma rede complexa de movimentação financeira
As investigações da FICCO/TO revelam a complexidade do sistema financeiro montado por essa organização. Segundo as autoridades, o uso de uma fintech sem autorização foi um dos principais métodos utilizados para disfarçar a origem do dinheiro proveniente do tráfico.
Além disso, a estratégia de operar com empresas de fachada, como a revenda de veículos e a papelaria, foi fundamental para viabilizar transações financeiras de alto valor, muitas vezes sem qualquer rastreabilidade.
Consequências e próximos passos da investigação
A Operação Serras Gerais III marca um importante avanço na luta contra o crime organizado no Brasil. O desmantelamento do núcleo financeiro é crucial para desarticular a atuação da organização criminosa e diminuir seu poder de atuação. A previsão é que as investigações continuem e novos desdobramentos sejam apresentados nas próximas semanas.
Um especialista em segurança pública, que preferiu não se identificar, comentou que esse tipo de operação é fundamental para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico de drogas. “Quando você ataca o núcleo financeiro, você corta a fonte de recursos que sustenta essas atividades ilícitas”, afirmou.
