Falta de Repasses Afeta Servidores da Educação
No Amazonas, a situação dos servidores da rede estadual de ensino tornou-se alarmante nesta quinta-feira (2), com a suspensão dos atendimentos do plano de saúde, conforme informado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam). O motivo para tal interrupção se dá pela falta de repasses financeiros do Governo do Estado à operadora responsável pelo serviço.
Segundo os dados apresentados pelo sindicato, a dívida acumulada já ultrapassa R$ 52 milhões, referente a aproximadamente oito meses de atraso nos pagamentos. A informação foi corroborada em um documento enviado pela operadora à Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), que revela uma inadimplência total de R$ 52.296.123,06, decorrente de faturas vencidas desde o ano passado.
Impacto Direto em Pacientes em Tratamento
Essa suspensão, de acordo com o Sinteam, afeta diretamente trabalhadores que necessitam de tratamento contínuo. Pacientes oncológicos e gestantes em acompanhamento pré-natal estão entre os mais prejudicados. Muitos servidores relataram dificuldades e foram impedidos de realizar consultas e procedimentos ao chegarem nas unidades de atendimento, causando grande apreensão entre os profissionais da educação e suas famílias.
A operadora, em uma notificação encaminhada à Seduc, esclareceu que a suspensão dos atendimentos eletivos foi uma medida necessária devido à falta de pagamento e à ausência de uma solução para a dívida, mesmo após um prazo definido para regularização. O documento também menciona a previsão legal que permite a interrupção do serviço em casos de inadimplência contratual.
Mobilização da Categoria e Pedidos de Regularização
É importante ressaltar que o plano de saúde não é uma benesse oferecida pelo Estado, mas uma conquista histórica da categoria, fruto de anos de mobilizações e lutas. A presidente do Sinteam, professora Ana Cristina, expressou sua indignação em uma nota divulgada pelo sindicato, destacando a gravidade da situação.
“Estamos falando de pessoas em tratamento contínuo, de mulheres grávidas, de trabalhadores que dependem desse atendimento para garantir sua saúde e dignidade”, enfatizou Ana Cristina, ressaltando a urgência da situação.
O sindicato exige a regularização imediata dos repasses, a retomada dos atendimentos e a responsabilização pelas consequências da interrupção dos serviços. Além disso, a entidade mencionou que está avaliando medidas judiciais e administrativas para assegurar a assistência à saúde dos trabalhadores.
Resposta do Governo do Amazonas
Em resposta à situação crítica, o Governo do Amazonas, por meio da Seduc, divulgou um comunicado informando que já está em tratativa para normalizar os serviços de atendimento aos servidores. O governo se comprometeu a tomar as devidas providências para que essa questão seja resolvida o mais rapidamente possível, a fim de garantir a continuidade dos atendimentos essenciais para os trabalhadores da educação.
