Um Patrimônio Arqueológico de 5 Mil Anos
Quem chega a Rondonópolis pela BR-163 logo é envolvido pelo aroma da terra vermelha e pelo som característico das máquinas agrícolas. Localizada a aproximadamente 215 km de Cuiabá, a cidade se desenvolveu sobre um sítio arqueológico com 5 mil anos de história, tornando-se um exemplo de qualidade de vida e desenvolvimento econômico no coração do Cerrado brasileiro.
O nome da cidade é uma homenagem ao Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que liderou a construção de linhas telegráficas no início do século XX. Antes do florescimento do agronegócio, a área era habitada pelos indígenas Bororos, que ainda mantêm a Reserva Indígena Tadarimana em seu território.
Emancipação e Crescimento Populacional
A emancipação política de Rondonópolis ocorreu em 10 de dezembro de 1953. Segundo informações da Prefeitura, a cidade abrange cerca de 4.165 km², localizada no entroncamento das BRs 163 e 364, que conectam as regiões norte e sul do Brasil. Um fato curioso é que, de acordo com estudos realizados no sítio arqueológico Ferraz Egreja, a presença humana na área remonta a pelo menos 5 mil anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mas será que vale a pena viver em Rondonópolis? Os dados do crescimento populacional oferecem uma parte da resposta. No Censo de 2022, a cidade registrou aproximadamente 245 mil habitantes, com um crescimento superior à média do estado de Mato Grosso e de Cuiabá, a capital. Além disso, Rondonópolis foi classificada entre as cinco melhores cidades de Mato Grosso para residir e trabalhar, segundo levantamento da Universidade de Cuiabá (Unic). Os fatores que contribuíram para essa avaliação incluem um agronegócio robusto, a presença da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e um mercado de trabalho dinâmico.
Reconhecimento Nacional e Títulos Econômicos
Desde a década de 1990, Rondonópolis é carinhosamente chamada de Capital Nacional do Agronegócio, um título que se complementa com outros dois: Capital Nacional do Bitrem, por ser o maior polo graneleiro da região, e Rainha do Algodão, em razão da força de sua produção de algodão.
Pontos Turísticos e Experiências em Rondonópolis
Para quem visita Rondonópolis, a cidade surpreende ao oferecer muito mais do que belas paisagens de lavoura. O turismo na região é enriquecido por uma variedade de atrações que contemplam natureza, história e opções de lazer urbano:
- Parque Ecológico João Basso: Este espaço, criado em 1997, abriga a impactante Cidade de Pedra, conhecida por suas formações rochosas e inscrições rupestres.
- Complexo Turístico do Carimã: Um circuito de nove cachoeiras, acessível por uma trilha de 1 km, muito procurado por praticantes de ecoturismo.
- Museu Municipal Rosa Bororo: Instalado em um dos edifícios mais antigos, o museu preserva a história local e homenageia o Marechal Rondon.
- Horto Florestal Isabel Dias Goulart: Um bosque urbano com trilhas e espaços para caminhadas, proporcionando contato direto com a fauna do Cerrado.
- Parque das Águas: Um espaço de lazer às margens do Rio Vermelho, ideal para um pôr do sol espetacular.
- Rodovia do Peixe (MT-471): Uma estrada sinuosa que acompanha o Rio Vermelho, repleta de ranchos, bares e parques aquáticos de águas termais.
A Gastronomia Rondonopolitana
A culinária local é uma verdadeira celebração da tradição do churrasco, mesclada com influências dos migrantes que chegaram desde a década de 1950. Entre os pratos mais emblemáticos, destacam-se:
- Churrasco mato-grossense: Cortes nobres preparados no estilo pantaneiro, uma herança dos tropeiros e do agronegócio local.
- Peixes de rio: Delícias como pintado, pacu e dourado, frequentemente servidos em restaurantes da Rodovia do Peixe.
- Arroz carreteiro: Um prato tradicional feito com carne seca e temperos, muito comum nas mesas da região.
A Exposul Rural, uma das maiores feiras agropecuárias do Centro-Oeste, acontece anualmente entre agosto e setembro, reunindo gastronomia regional, shows e exibições de máquinas agrícolas.
Melhor Época para Visitar Rondonópolis
O clima em Rondonópolis é tropical, com duas estações bem definidas: seca e chuvosa. Cada período oferece experiências únicas. A fase seca, de maio a agosto, é ideal para explorar as cachoeiras do Complexo Carimã e desfrutar da Rodovia do Peixe. O mês de agosto coincide com a realização da Exposul, o que atrai muitos visitantes.
Como Chegar a Rondonópolis
Localizada a cerca de 215 km de Cuiabá, a cidade é facilmente acessível pela BR-163, com um trajeto que leva aproximadamente três horas de carro. De Campo Grande, a capital do Mato Grosso do Sul, a distância é de cerca de 460 km pela mesma BR. Para aqueles que preferem viajar de avião, o Aeroporto Maestro Marinho Franco recebe voos regionais, enquanto o Aeroporto Marechal Rondon, em Cuiabá, oferece mais opções de transporte para Rondonópolis.
Em suma, Rondonópolis é um exemplo notável de como uma cidade pode unir um rico patrimônio arqueológico, belezas naturais e um expressivo desenvolvimento econômico. É um convite para explorar e entender como a BR-163 tornou-se uma verdadeira porta de entrada para o Brasil produtivo.
