Inovações em saúde Digital em Santarém
A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), estabeleceu uma parceria com o projeto Afluentes, visando expandir o acesso a informações de saúde para a população. Essa ação utiliza ferramentas tecnológicas que promovem o autocuidado e reforçam a Atenção Primária à Saúde (APS).
Através de um sistema de mensagens no WhatsApp, desenvolvido pela Impulso Gov, o projeto tem como alvo usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Santarém, priorizando gestantes e pacientes com hipertensão — grupos que necessitam de acompanhamento constante na APS. A plataforma se baseia em dados da base local de usuários da saúde para identificar pacientes e enviar mensagens personalizadas, contendo recomendações, lembretes e informações essenciais.
As comunicações são enviadas pelo número (93) 99132-6102, utilizado exclusivamente para compartilhar informações de saúde com os pacientes que estão em acompanhamento pela rede básica de saúde no município.
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Segundo Amanda Rodrigues, enfermeira e consultora do projeto, a abordagem procura unir usuários aos serviços de saúde, promovendo cuidados preventivos por meio da informação. “Desde o ano passado, usuários sob acompanhamento na Atenção Primária à Saúde de diversas comunidades em Santarém, tanto na área urbana quanto na região de rios, têm recebido mensagens via WhatsApp. Inicialmente, a proposta era avaliar a aceitação dessa ferramenta entre os usuários e como a população reagiria ao recebimento de orientações digitais. O objetivo é aprimorar a Atenção Primária à Saúde no Oeste do Pará, aumentando o acesso à informação e fortalecendo o acompanhamento dos pacientes”, afirmou.
Parceria e Expansão do Projeto
O projeto Afluentes é uma iniciativa do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), em colaboração com o Projeto Saúde e Alegria e a Impulso Gov. A ação abrange diversos municípios na região Oeste do Pará, incluindo Belterra, Aveiro, Curuá, Oriximiná e Itaituba, unindo inovação tecnológica com o fortalecimento da assistência em saúde local.
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Dentre as principais ações do projeto, destaca-se a criação de protocolos assistenciais voltados ao acompanhamento de pacientes com hipertensão e para o pré-natal, adaptados às peculiaridades da região amazônica, além da ampliação da conectividade nas unidades de saúde. Um total de 12 Unidades Básicas de Saúde (UBS) em áreas remotas já receberam instalações de internet, permitindo a oferta de serviços de telessaúde e ampliando o suporte às equipes de saúde no atendimento à população.
Marcela Acioli, gerente do projeto, ressaltou como a tecnologia pode ser uma aliada na melhoria dos indicadores de saúde na região. “Acreditamos que a combinação de tecnologias comunitárias e digitais pode contribuir para diminuir a morbimortalidade de gestantes e pacientes hipertensos na área, além de apoiar a gestão pública local e fortalecer o Sistema Único de Saúde. Nosso objetivo é criar um modelo de saúde integral que se adapte à realidade da Amazônia”, enfatizou.
