Pollon é Confirmado como Pré-Candidato ao Senado
O deputado federal Marcos Pollon, do PL de Mato Grosso do Sul, recebeu confirmação de sua pré-candidatura ao Senado, conforme anúncio do ex-presidente Jair Bolsonaro. O comunicado foi feito em uma carta divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro neste sábado, 28.
No texto, Jair Bolsonaro exaltou as qualidades de Pollon, referindo-se a ele como uma pessoa de “caráter, honra e dedicação”, características que, segundo o ex-presidente, são essenciais para uma disputa ao Senado. Michelle Bolsonaro também elogiou não apenas Pollon, mas também a sua esposa, Naiane Bittencourt, que, segundo ela, tem contribuído significativamente para o desenvolvimento do PL Mulher. “Sou grata por conhecer essa família de perto e testemunhar seus valores”, declarou a ex-primeira-dama.
Conforme já havia sido antecipado pela Revista Oeste, Pollon aguardava o sinal verde de Bolsonaro para decidir entre concorrer ao governo de Mato Grosso do Sul ou ao Senado. Com a confirmação recebida neste sábado, o PL agora se encontra em um momento de avaliação. A legenda está considerando se irá indicar um candidato próprio para a segunda vaga ao Senado ou se irá formar uma aliança com outra sigla para uma chapa mista.
Pollon Esclarece Polêmica sobre Pedidos
Recentemente, uma polêmica envolvendo o nome de Pollon ganhou destaque nas redes sociais. Na quarta-feira, 25, surgiram imagens de anotações do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, durante uma reunião do PL. Nos escritos, figurava uma lista com nomes de deputados e senadores que poderiam ser apoiados pelo partido nas próximas eleições estaduais. Entre os mencionados estava Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição para o governo, além de Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL), ambos cogitados para o Senado. O que mais chamou atenção foi uma anotação no rodapé da página onde Flávio havia escrito: “Pollon pediu R$ 15 milhões para não ser candidato”.
Em entrevista à Revista Oeste, Pollon negou a interpretação que foi dada às anotações de Flávio. “Nunca pedi dinheiro para não ser candidato”, afirmou, reforçando: “Não estou à venda”.
Diante da repercussão negativa que o caso gerou, Flávio Bolsonaro se manifestou, alegando que sua anotação estava sendo mal interpretada pela mídia. “Fiz uma anotação que já está sendo distorcida pela imprensa”, declarou a jornalistas após visitar o pai.
De acordo com Flávio, o intuito da anotação era apenas alertar Pollon sobre o fato de que adversários políticos em Mato Grosso do Sul estavam espalhando informações fraudulentas sobre supostos pedidos de dinheiro. Pollon, por sua vez, destacou que “Flávio quis me ajudar” e que a relação entre os dois é de longa data. “Não negocio princípios, não vou rifar Bolsonaro, não vou virar as costas para os presos do 8 de janeiro e não negocio os valores que carrego. Quem me conhece sabe disso”, afirmou Pollon. Ele ainda reiterou sua disposição de apoiar o projeto maior de eleger Flávio Bolsonaro como presidente. “O que importa é que vençamos as eleições”, concluiu.
