Inovação tecnológica para otimizar expansão de fibra óptica
Uma empresa de telecomunicações de São Luís pode diminuir entre 62% e 76% os custos relacionados ao levantamento de infraestrutura para ampliar sua rede de fibra óptica. A estratégia se apoia na substituição parcial do trabalho manual por drones, imagens de satélite e inteligência artificial (IA). O projeto, apresentado pelo Núcleo Estadual da Nova Indústria Brasil (N-NIB) no Maranhão à MAXX Telecomunicações, faz parte do Programa NE 4.0, coordenado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), e foi divulgado nesta segunda-feira (28).
O desafio enfrentado pela MAXX surge quando os cadastros de postes não são suficientes para planejar a expansão da rede. Nessas situações, a empresa precisa enviar equipes para realizar o levantamento manual em campo, um processo que pode se estender por semanas e encarecer significativamente os projetos, especialmente em áreas mais afastadas ou de grande extensão.
Geointeligência como solução para reduzir custos e acelerar processos
Para contornar essa dificuldade, o N-NIB propõe o uso da geointeligência, que reúne tecnologias para coletar e analisar dados georreferenciados. Drones seriam utilizados para cobrir áreas menores e trechos que demandam maior detalhamento, enquanto imagens de satélite abrangeriam bairros, cidades pequenas e municípios que estão na mira da expansão. A inteligência artificial teria papel fundamental na identificação automática de postes e na definição dos trajetos mais adequados para os cabos de fibra óptica.
O estudo estima um investimento inicial de R$ 105,5 mil para implementar essa solução. Esse valor inclui aquisição de drones, computadores para processar imagens, equipamentos de armazenamento, tablets para validação em campo e capacitação técnica. O custo anual recorrente, previsto em cerca de R$ 31,5 mil, cobre despesas com imagens de satélite, manutenção, licenças e atividades de campo. A própria nota técnica ressalta que esses valores ainda são preliminares e dependem de confirmações por meio de cotações.
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Fonte: alagoasinforma.com.br
Considerando esses números, o retorno do investimento deve ocorrer entre 14 e 18 meses, dependendo da extensão das áreas atendidas. A MAXX assumirá os custos da implantação e avalia enquadrar esses investimentos na Lei do Bem, que oferece incentivos fiscais para empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica, desde que atendam aos requisitos legais.
Parceria com a UFMA e planos para testes pilotos
A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) colabora no desenvolvimento da solução. Mikele de Sant’Anna, coordenadora do N-NIB no estado e professora da UFMA, destaca que o projeto surgiu a partir de uma demanda real da MAXX. “A proposta vai diminuir custos e acelerar a implantação da fibra em locais ainda não atendidos, incluindo comunidades isoladas”, explica.
Com o projeto entregue, a próxima etapa será a implantação piloto, prevista para durar cerca de 18 semanas. Dois testes serão realizados: um usando drone em um bairro de São Luís e outro com imagens de satélite em um município que ainda será definido. O cronograma contempla o treinamento da inteligência artificial, validações em campo, organização da base de dados georreferenciada e avaliação dos resultados técnicos e econômicos.
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Fonte: parabelem.com.br
A base de dados gerada ficará sob responsabilidade da MAXX e poderá ser atualizada e reaproveitada em projetos futuros, eliminando a necessidade de iniciar levantamentos do zero. As visitas de campo terão papel prioritário na validação das informações coletadas pelas tecnologias digitais, em vez de serem a principal fonte de dados.
O N-NIB integra o Programa NE 4.0, que conecta empresas, instituições de ensino e pesquisa para identificar demandas do setor produtivo e estruturar projetos inovadores. Os núcleos estaduais atuam alinhados à Nova Indústria Brasil (NIB), uma política nacional focada no desenvolvimento industrial.
*Com informações da Sudene
